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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Empresa utiliza Google Glass para ajudar no tratamento de crianças autistas.


Atualmente, a febre em volta do Google Glass já não é mais a mesma. A própria gigante de Mountain View decidiu interromper a plataforma de testes conhecida como Explorer e não vai mais vender o produto. A intenção da companhia é lançar os óculos inteligentes como algo novo e pronto e é claro que algo dessa magnitude desanimou grande parte dos desenvolvedores de aplicativos que antes miravam este aparelho tão polêmico.
Contudo, este não é o caso da startup norte-americana Brain Power. Conforme relatos doTechCrunch, a empresa está utilizando os óculos de realidade virtual do Google para monitorar o comportamento de crianças autistas. Desenvolvendo apps específicos, a startup quer ensinar habilidades sociais e de comunicação aos pequenos portadores do distúrbio.
Em depoimento, o neurologista e fundador da Brain Power, Ned T. Sahin, disse que tem como meta criar uma revolução através dos dispositivos vestíveis com a explosão de conhecimento na área de neurociência acadêmica – e isso deve auxiliar na rotina de muita gente.

Em prol da informação

Toda essa empreitada, que parece algo um tanto quanto distante atualmente, começou com a participação de Sahin em um simpósio sobre doenças neurológicas em que o autismo foi abordado. Na ocasião, o neurologista ficou chocado com a pequena quantidade de informações coletadas sobre esse distúrbio e a falta de um tratamento médico eficaz para as crianças diagnosticadas com autismo.
Google Glass
Para conseguir criar softwares eficientes e que vão ensinar uma pessoa autista a se comunicar, Sahin dará início a uma pesquisa relativamente grande. Crianças com traços medianos ou altos de autismo serão estudadas utilizando os padrões de trabalho estabelecidos pela Escola de Medicina de Harvard e cerca de 200 pessoas que já se cadastraram para a fase beta de testes – estudos esses que estão programados para o ano que vem.
Como a Brain Power também fabrica acessórios periféricos para o Google Glass, vão ser utilizados acelerômetros para identificar o olhar da criança e entender quando e como a atenção dela é focada em determinado acontecimento. Com isso, os estudiosos da companhia poderão criar padrões de comportamento e até mesmo entender se há algum tipo de evolução na condição das crianças com o passar do tempo.

Conectado com a vida real

O conjunto de aplicativos feitos para ensinar as crianças autistas a se comunicarem é chamado “Empowered Brain Suite for Autism” e conta com um método de trabalho bastante inteligente. Os softwares funcionam como se fossem jogos eletrônicos, mas têm a finalidade de manter as crianças em contato com seus pais e com o ambiente que as rodeiam.
Programas desenvolvidos para tablets já mostraram o interesse que autistas apresentam em relação a interfaces digitais e jogos de diferentes tipos. Contudo, o maior benefício do Google Glass é o fato de que o aparelho mantém a criança em contato com outras pessoas e com o espaço a sua volta, impedindo que elas se concentrem em apenas uma tela e que mantenham seu potencial “preso”.
Os aplicativos já desenvolvidos trabalham com monitores que identificam o olhar da criança e entendem quando ela está olhando para os seus pais. A partir daí, o software encoraja a comunicação com outras pessoas, fazendo com que os pequenos tenham interesse por isso. O objetivo final das ferramentas é ensinar os autistas a interpretarem emoções e expressões faciais mesmo quando não estão utilizando o Google Glass.
A iniciativa da Brain Power já começou a dar bons resultados, com pais entusiasmados com a evolução de suas crianças – até mesmo aquelas com problemas sensoriais foram capazes de utilizar o Google Glass em certo grau. Para a linguagem, Sahin explica que, quando o olhar de uma criança trava em algo, o app utiliza o alto-falante ou fones de ouvido para indicar a palavra correspondente.
Por fim, somente aqueles que tiverem acesso ao Google Glass poderão entrar na fase beta de testes da Brain Power. Sahin está trabalhando para criar um formato de parceria e espera que o preço de lançamento do aparelho seja o mais acessível possível. Além disso, os aplicativos serão fornecidos através de inscrições e a companhia deseja cobrar valores acessíveis à maioria das famílias e até mesmo de escolas.

Amor de pai e governo cidadão levam apps do Brasil a tentar prêmio da ONU

O amor de um pai pela filha com paralisia cerebral e o desejo de empreendedores de ampliar a participação do cidadão nas decisões do governo deram origem a aplicativos para smartphone e tablet que podem ser escolhidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) como os melhores do mundo. Ao lado do “Sistema Ambiental Paulista”, do governo do estado de São Paulo, “Livox” e “Colab.re” estão entre os 40 apps apontados pela cúpula mundial como os mais relevantes para o mundo entre 2014 e 2015.
Carlos Edmar Pereira, criador do Livox, ao lado da esposa Aline e da filha Clara, que possui paralisia cerebral e foi inspiração para o aplicativo (Foto: Divulgação/Livox)
Carlos Edmar Pereira, criador do Livox, ao lado da esposa Aline e da filha Clara, que possui paralisia cerebral e foi inspiração para o aplicativo (Foto: Divulgação/Livox)
O prêmio reúne cinco finalistas em cada uma das oito categorias, que vão desde aprendizado e educação a entretenimento e estilo de vida. Em sua terceira edição, essa é a que mais reúne concorrentes brasileiros. Para chegar à final, os app tiveram antes que ser eleitos via votação popular em uma seletiva nacional. Depois, foram indicados os melhores em suas categorias dentre 178 outros apps indicados por cada país membro da ONU.
Amor de pai
O Livox é um serviço de comunicação para pessoas que não conseguem falar por terem algum tipo de deficiência física. Foi desenvolvido sob demanda por um pai com um desejo. “Sou pai de uma menina de 7 anos de idade com paralisia cerebral devido a um erro médico. Assim como minha filha, 15 milhões de brasileiros não falam. Aí eu fui em busca de uma alternativa para poder me comunicar com minha filha. Não tinha nada em português, então resolvi fazer alguma coisa”, conta Carlos Edmar Pereira, criador do programa e pai de Clara.
Antes de colocar a mão na massa, o analista de sistemas pediu auxílio a desenvolvedores internacionais, que não toparam ajudar. Não era a primeira vez que Pereira se desdobrava para dar mais autonomia à filha. A criação do app, há quatro, anos ocorreu no momento em que ele acabara de abrir uma clínica de fisioterapia no Recife (PE), da qual ainda é diretor, para tratar a menina. Para colocar o projeto de pé, convenceu investidores estrangeiros, contratou funcionários e montou o espaço do zero. Para equipar o espaço, trouxe de navio um contêiner com duas toneladas em aparelhos médicos.
Faltava algo, porém. “Eu pensei: ‘Legal, minha filha já está boa, fazendo terapia em um lugar legal’. Mas depois eu vi minha filha querendo se comunicar.” Antes do app, se comunicar com a filha era trabalhoso. “Se ela queria um iogurte, eu tinha que tirar uma foto, recortar e colar num fichário. Só que o fichário foi ficando enorme, né?” O “Livox” resolveu a questão ao exibir um catálogo de “falas”, ditas em voz alta quando selecionadas pela menina. Algoritmos adaptam o uso para os diferentes tipos de deficiência.
O empreendedor conta duplamente orgulhoso que a menina já usa o app para fazer trabalhos da escola, sem os quais não seria avaliada como os outros alunos. Depois de dar “voz” a Clara, o app já atende a 10 mil usuários. Quinze cidades já adquiriram o Livox para distribuir em suas redes de assistência. Além de ser usado em muitas unidades da Apae, o app é ferramenta em um estudo científico na área de cabeça e pescoço, conduzido pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo, o maior da América Latina.
Cidadão no poder
Indicado entre os melhores apps de governo móvel e participação, o “Colab.re” também já é usado pelo poder público. A plataforma funciona como um SAC para instalações públicas. Recebe, por exemplo, de reclamações sobre buracos na rua a sugestões para mudar a direção de uma rua. São 40 as prefeituras que já recorrem ao app para isso.
Desde dezembro, a Secretaria de Aviação Civil, vinculada à Presidência da República, recebe colaborações de passageiros sobre os aeroportos Galeão e Santos Dumont, no Rio, Guarulhos, em São Paulo, e Juscelino Kubitschek, em Brasília. “O nosso foco é conectar o cidadão com o poder público de forma geral”, diz Gustavo Maia, cofundador do app. Após estabelecer nas cidades brasileiras canais de governo cidadão, o “Colab.re” em breve chegará ao campo. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Inca) já fechou parceria para receber propostas e reclamações de cidadãos no meio rural.
Os dois já foram premiados. Enquanto o “Livox” foi escolhido a inovação tecnológica de maior impacto no mundo pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em 2014, o “Colab.re” foi eleito o melhor app urbano do mundo pelo concurso AppMyCity, em 2013.
Natureza
Terceiro brasileiro da lista, o “Sistema Ambiental Paulista” mostra as localizações de todos os parques no estado de São Paulo, bem como aponta as condições de qualidade do ar e das praias paulistas. A votação popular termina nesta segunda-feira (26). O resultado é um dos critérios de avaliação da júri em Abu Dhabi no começo de fevereiro. Para votar, basta acessar o site do concurso (Veja aqui) e escolher o melhor app.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sensor de som criado por brasileiros ajuda pessoas com deficiência visual

Por Meio de Avisos sonoros, Protótipo desenvolvido por Pesquisadores brasileiros TEM Como Objetivo Dar Mais Autonomia Às PESSOAS com Deficiência visual.
Pesquisadores do  Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL)Externo Site. , sediado na USP de São Carlos , desenvolveram hum Protótipo de Sistema Que utiliza o som Pará sinalizar obstaculos. Externo Site.
A Ferramenta TEM Como Objetivo Ajudar na locomoção e dar Uma Maior Autonomia Às  PESSOAS com Deficiência Visual . 
Batizado de GuideMe , o software Funciona em hum Dispositivo Pequeno, Ajustável à roupa. A Tecnologia utiliza uma Visão computacional POR Meio de Uma webcam em tradicional e Algoritmos de Processamento de Imagem capazes de identificar uma Presença eA Aproximação de Pessoas. 
Baseada na psicoacústica - Estudo da Relação Entre Estímulos sonoros e SUAS Sensações decorrentes - e Sensores de ultrassom Pará localizar obstaculos, o GuideMe Produz hum som Que aparenta surgir da Direção e da distância em Que ESTÁ o obstáculo.
Por Meio de fones de ouvido, o Sistema estabelece Comunicação com o Usuário tanto verbalmente, com o Uso de hum sintetizador de voz, Quanto POR Meio de filhos tridimensionais.
A Expectativa E Que o Sensor, JA em completa SUA especificação, sensor utilizará GPS, Bússola e Conexão sem fio de para Prover Auxílio uma locomoção áreas EM Abertas.
O Objetivo inicial do Projeto foi de aperfeiçoar OS Algoritmos that utilizam Processamento espacial e de Imagem. O Protótipo Atual foi Produzido em hum EQUIPAMENTO de hardware fornecido Pela Empresa de Tecnologia Intel.
O Protótipo Desenvolvido AINDA alcançou O Primeiro lugar no  II Concurso de Sistemas Embarcados Intel  Realizado Durante o IV Simpósio Brasileiro de Engenharia de Sistemas Computacionais (SBESC).

Estudante cria dispositivos para cadeirantes e expõe projeto em Las Vegas

Flávio dos Santos Ferreira Junior criou dispositivos que ajudam os cadeirantes a realizarem tarefas corriqueiras e foi convidado pela Autodesk a expor o projeto nos EUA
LAS VEGAS * – Subir alguns degraus de escada para entrar em um prédio ou transpor uma simples calçada são tarefas comuns para a maioria das pessoas. Mas o que muita gente faz sem a menor dificuldade pode ser um desafio para quem possui necessidades especiais. Pensando nisso, o estudante de engenharia mecânica Flávio dos Santos Ferreira Junior, de 23 anos, criou dispositivos que ajudam os cadeirantes a realizarem atividades corriqueiras e  foi reconhecido com prêmios em concursos promovidos pela empresa de software Autodesk. Ferreira utiliza o programa Inventor, disponibilizado gratuitamente pela Autodesk para estudantes de todo o mundo.
“Tudo começa com o software. Com ele eu consigo ‘soltar’ minhas ideias e modelar todo o projeto. Posso fazer simulações, identificar problemas e saber se vai funcionar ou não. Sem isso minhas ideias jamais sairiam do papel”, disse ao InfoMoney durante o evento Autodesk University 2014, realizado em Las Vegas.
Uma das suas invenções é um sistema que auxilia os cadeirantes a subirem rampas de acesso muito inclinadas. O dispositivo é formado por uma espécie de trilho fixado na parede, que leva um módulo com um braço articulado. Impulsionado por um motor elétrico e preso à cadeira de rodas por um cinto, o módulo corre pelo trilho rumo ao topo da rampa, sem que o cadeirante precise fazer força ou pedir ajuda (ver sequência de imagens ilustrativas abaixo).
Flávio dos Santos Ferreira Junior, de 23 anos, durante o AU Vegas 2014 (Arquivo Pessoal)
Flávio dos Santos Ferreira Junior, de 23 anos, durante o AU Vegas 2014 (Arquivo Pessoal)
“Eu identifiquei este problema na minha universidade. O prédio tem rampas de acesso, mas o ângulo é muito inclinado. O cadeirante não consegue subir sem auxílio, porque precisa fazer muita força e ainda corre o risco de tombar. Então pensei: ‘tenho conhecimento de software e engenharia. Vou desenvolver uma solução para este problema”, afirma Ferreira.
Por conta do projeto inovador, ele foi reconhecido pela Autodesk e convidado a expor o projeto no AU Vegas 2014. O evento reuniu cerca de 10 mil pessoas de todos os cantos do mundo durante quatro dias, no início de dezembro. “Foi feita uma impressão 3D do sistema. Assim consigo mostrar para outras pessoas para vender a ideia”, diz o jovem.
Veja nas ilustrações como funciona o sistema criado por Ferreira:
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
Segunda vez na cidade
O estudante já é veterano do Autodesk University. No ano passado ele também foi convidado a participar do congresso como reconhecimento por outro projeto de acessibilidade que desenvolveu em parceria com o colega de classe Giovanni Ferreira e o orientador Carlos Menezes, na Universidade Braz Cubas, onde estuda. O sistema ajuda cadeirantes a subirem em calçadas que não têm guias rebaixadas e venceu em 2013 o concurso “Desenhe o Futuro”, patrocinado pela Autodesk.
“Este é um dispositivo que você acopla à cadeira de rodas e o cadeirante consegue subir a calçada. Muitas vezes não existe rampa, ou ela está bloqueada por um veículo ou uma lixeira, por exemplo. Então o dispositivo articula, forma uma rampa e a pessoa consegue subir”, explica (ver ilustração abaixo).
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
Ilustração de como funciona o sistema criado por Ferreira.
O jovem afirma que deu entrada no pedido de patente no ano passado. “Quando soube que viria para o congresso da Autodesk em Las Vegas eu mesmo inscrevi [a patente], porque se fosse pagar seria muito caro. Agora estou esperando, acompanhando semanalmente para ver se sai alguma publicação da patente”, conta.
A inspiração para projetos que envolvem acessibilidade, segundo ele, veio da vontade de ajudar as pessoas e retribuir a sociedade. Antes de cursar engenharia na Braz Cubas, Ferreira já tinha estudado na Fatec, uma faculdade pública. “Foi ali que comecei a me interessar por projetos na área. Fui convidado por um orientador tinha essa linha de pesquisa e gostei. Pensei que poderia retribuir de alguma forma por estudar em uma universidade pública. Além disso, percebi que existe um mercado grande a ser explorado no Brasil”, afirma.
Outro projeto do estudante foi vencedor do programa “Desenhe o Futuro” de 2014. Desta vez ele e a equipe desenvolveram uma barraca de fácil montagem que utiliza o sistema telescópico na armação. O abrigo pode ser usado em casos de catástrofes como terremotos, em que muitas pessoas precisam sair de suas casas por segurança. Como prêmio, Ferreira vai a Xangai, na China, expor a invenção.
Software gratuito
A Autodesk desenvolve softwares voltados principalmente para arquitetura, construção e entretenimento. Seu software de design é disponibilizado sem custos para estudantes, instrutores e instituições acadêmicas em todo o mundo. O CEO da empresa, Carl Bass, comentou a iniciativa.
“A forma como fazemos as coisas está mudando rapidamente e nós precisamos de uma força de trabalho pronta para projetar novas técnicas de manufatura e de construção. Ao fornecer ferramentas profissionais de design gratuitas para estudantes, docentes e instituições acadêmicas em todo o mundo, estamos ajudando a indústria a se preparar para uma próxima fase que está para vir”, disse Bass, no evento em Las Vegas.
De acordo com a Autodesk, esse novo modelo de negócio permite que mais de 680 milhões de estudantes e educadores de mais de 800.000 escolas secundárias e pós-secundárias em 188 países tenham acesso gratuito ao software profissional da Autodesk, além de serviços para uso em salas de aula, laboratórios e em casa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Google participa de estudo para entender causas genéticas do autismo


O Google se engajou em uma causa nobre, que poderá ajudar a entender um problema que atinge tantas famílias pelo mundo. A empresa de buscas vai ajudar a analisar o genoma humano para tentar buscar pistas para as causas genéticas causadoras do autismo.
O anúncio foi feito pelo grupo Autism Speaks, que defende os portadores deste transtorno. Segundo o comunicado, o Google sequenciará o genoma 10 mil pessoas dentro do espectro do autismo e seus familiares. Em seguida, analisará e indexará as informações.
Estes dados serão repassados a pesquisadores, que poderão caçar as variações de DNA que podem indicar as origens do autismo.
O projeto deverá utilizar o Google Genomics, ferramenta lançada há alguns meses na plataforma de nuvem da empresa. Pelo fato de o sequenciamento genético ter se tornado muito barato nos últimos anos, é possível concluir o projeto com o custo de apenas US$ 2,5 mil.
Não será a primeira vez que o Google se aventura no ramo de saúde e medicina. A empresa já enveredou em pesquisas contra o mal de Parkinson e o câncer, mas sequenciamento genético é algo que tem mais a ver com as raízes tecnológicas da empresa. Afinal de contas, a companhia se tornou notável por conseguir reconhecer padrões no caos que é a internet, e agora está usando essa habilidade para tentar transformar a bagunça que é a genética humana em informação útil.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Veterinário usa Lego para fazer 'cadeira de rodas' para tartaruga

Graças à invenção de um veterinário norte-americano e algumas peças de Lego, Blade, uma pequena tartaruga macho é capaz de se locomover. O Dr. Carstens Plischke criou uma pequena cadeira de rodas para o quelônio que por, distúrbios de crescimento e problemas de formação, não consegue se locomover com as próprias patas.
blade1
Com uma ideia genial, o veterinário pegou algumas peças de Lego do filho e construiu um suporte com quatro rodas para a tartaruga. Agora o bicho é capaz de se locomover enquanto suas patas curam. O tratamento, que não tem previsão para terminar, permitirá que o simpático quelônio ande novamente.
Confira algumas imagens

sábado, 6 de dezembro de 2014

Tecnologia cria paisagem sonora para guiar deficientes visuais em Londres

Recurso usa Wi-Fi e Bluetooth nas ruas para dar orientações em tempo real.
‘Melhores tecnologias são invisíveis’, diz pesquisador da Microsoft.

Jovem com deficiência visual usa tecnologia sonora da Microsoft para receber orientações (Foto: Divulgação/Microsoft)Jovem com deficiência visual usa tecnologia sonora da Microsoft para receber orientações (Foto: Divulgação/Microsoft)
A Microsoft desenvolveu uma tecnologia que usa conexões Wi-Fi e Bluetooth para criar uma paisagem sonora e orientar pessoas com deficiência visual pelas ruas de uma cidade. Com um smartphone e um fone especial, que fica sobre os ossos da face, o usuário recebe mensagens de voz que informam rotas, dicas de pontos de interesse e até atualizações em tempo real com os horários de chegada de trens e ônibus.
A tecnologia ainda é um protótipo e foi testada em Londres, no Reino Unido. Mas seu objetivo é permitir que o deficiente visual ganhe confiança para se deslocar com autonomia por onde precisar. Para Bill Buxton, principal pesquisador, o projeto pode ser comparado a vestir um par de tênis. “As melhores tecnologias são invisíveis. Ela permite que eu apenas viva a minha vida”.
Por meio do smartphone, a tecnologia de paisagem sonora conversa com sensores Wi-Fi e Bluetooth instalados internamente e externamente ao longo de um caminho. É daí que ele obtém as deixas para avisar se o usuário deve virar à esquerda ou à direita para chegar ao seu destino, se por ali aconteceu algum fato histórico ou até se existe uma farmácia do outro lado da rua. Um sinal sonoro também indica se a pessoa está andando muito próximo do meio-fio, por exemplo.
Vale notar que o fone utilizado pela Microsoft transmite as informações diretamente pela vibração dos ossos da face, deixando os ouvidos livres para as pessoas conversarem ou perceberem algum outro tipo de barulho ao seu redor.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A tecnologia da informação para as pessoas com síndrome de Down


Um projecto de investigação em TIC da UE está a produzir aplicativos visuais e tácteis para ajudar as pessoas com síndrome de Down se tornar mais independente em suas vidas diárias.

Muitas pessoas com síndrome (DS) enfrentam barreiras de Down para tomar parte em atividades comunitárias o resto de nós tomamos para concedido. Quer se trate de viajar nos transportes públicos, pagar por itens em um supermercado ou a obtenção de compromissos na hora certa, eles podem precisar de ajuda, se entrar em dificuldades.

POSEIDON (personalizado inteligentes Ambientes para aumentar a inclusão de pessoas com síndrome de Down) é um projeto de três anos emocionante correr até novembro de 2016, que irá utilizar  para ajudar as pessoas com SD alcançar um maior grau de independência em suas vidas, uma maior autonomia no em casa, no trabalho, educação e lazer, bem como melhorar as suas oportunidades de socialização. Os tipos de tecnologia a ser desenvolvida durante o projeto incluem aplicativos para tablets e smartphones programas de realidade virtual e mesas interativas.
Ferramentas para aprender e viajar com segurança
Knut Melhuus, um jovem norueguês com DS, será um daqueles usuários testando alguns dos aplicativos POSEIDON produz. Ele confessa ser um pouco de uma porca de tecnologia: Ele é dono de um tablet, um smartphone e um PC e, regularmente, telefones, e-mails e envia mensagens SMS para seus amigos. "A tecnologia é" awesome útil "', ele se entusiasma. "Eu uso o calendário um monte de compromissos e aniversários. Então eu posso ver o que eu tenho que fazer, lembrar a mamã, e enviar a alguém um SMS quando é seu aniversário. Eu também uso de redes sociais, como Facebook e Snapchat. '
Um dos aplicativos dos parceiros POSEIDON no Reino Unido, Alemanha e Noruega estão projetando é um calendário que apresenta os acontecimentos do dia de uma forma simples, ligações em horários escolares, informações sobre o tempo e vídeos de instrução. Em um dia particular, por exemplo, ele vai dizer ao usuário que os livros escolares para embalar, que roupas e sapatos seria o mais adequado para vestir, e se ele ou ela precisa de um guarda-chuva ou não.
"Nós queremos dar às pessoas com síndrome de Down apoio adicional em comparação com a fornecida pelo padrão smartphones e tablets", explica o coordenador POSEIDON Terje Grimstad (Karde AS), um desenvolvedor de produto inovador na Noruega. "Muitas pessoas com síndrome de Down não pode aproveitar a funcionalidade padrão, uma vez que não está adaptado às suas capacidades e habilidades."
Os parceiros estão adotando uma abordagem centrada no usuário, analisando as necessidades de cerca de 20 pessoas com DS e suas famílias, bem como cuidadores e professores. Os protótipos que estão procurando desenvolver e estão começando a testar com o grupo-alvo incluem aplicativos virtuais e baseados em fotos de navegação, e mesas com toque e gesto livre de ar tecnologia que interagem com telas grandes que poderiam ser úteis em salas de aula. Eles também estão olhando para aplicativos comerciais que ajudam com a manipulação de dinheiro.
Alto grau de personalização necessário
Os questionários foram enviados por meio de associações DS em 10 países da Europa e duas oficinas de usuário foram detidos no início deste ano - em Oslo e Mainz, Alemanha - onde algumas idéias foram experimentadas. Centenas de respostas aos questionários que, juntamente com a experiência das oficinas, revelam que as pessoas com síndrome de Down são geralmente familiarizados com equipamento de TIC. 85% e 57% deles já utilizam tablets e smartphones, respectivamente. Os parceiros do projeto será executado uma fase-piloto com as famílias de meados de 2015 e esperam introduzir seus primeiros aplicativos para o mercado no início de 2016, após o que irá realizar uma terceira oficina no Reino Unido no outono de 2016.
Uma das principais conclusões nesta fase inicial é que os aplicativos devem facilitar um alto grau de personalização. "Um tamanho não serve para todos", diz Terje. "As pessoas com síndrome de Down e seus cuidadores precisam ser capaz de carregar, por exemplo, os seus próprios horários, vídeos de instrução e transportar informações e fotografias. Noruega parece muito diferente quando há neve no chão! Moedas são outro problema, se é euros, libras ou coroa. "
Os parceiros também querem que a plataforma que eles estão construindo a ser amplamente disponível para outros desenvolvedores de sistemas em todo o mundo para que possam desenvolver novas aplicações para o grupo-alvo. Eles pretendem falar com empresas de tecnologia no ano final do projeto sobre como seus resultados podem ser usados ​​em uma escala maior.
POSEIDON é um projeto de três anos envolvendo 9 parceiros de 4 países e vai até 31 de outubro de 2016. Ele está recebendo 3.000.000 € do FP7


Os parceiros estão adotando uma abordagem centrada no usuário, analisando as necessidades de cerca de 20 pessoas com DS e suas famílias, bem como cuidadores e professores. Os protótipos que estão procurando desenvolver e estão começando a testar com o grupo-alvo incluem aplicativos virtuais e baseados em fotos de navegação, e mesas com toque e gesto livre de ar tecnologia que interagem com telas grandes que poderiam ser úteis em salas de aula. Eles também estão olhando para aplicativos comerciais que ajudam com a manipulação de dinheiro.
Alto grau de personalização necessário
Os questionários foram enviados por meio de associações DS em 10 países da Europa e duas oficinas de usuário foram detidos no início deste ano - em Oslo e Mainz, Alemanha - onde algumas idéias foram experimentadas. Centenas de respostas aos questionários que, juntamente com a experiência das oficinas, revelam que as pessoas com síndrome de Down são geralmente familiarizados com equipamento de TIC. 85% e 57% deles já utilizam tablets e smartphones, respectivamente. Os parceiros do projeto será executado uma fase-piloto com as famílias de meados de 2015 e esperam introduzir seus primeiros aplicativos para o mercado no início de 2016, após o que irá realizar uma terceira oficina no Reino Unido no outono de 2016.
Uma das principais conclusões nesta fase inicial é que os aplicativos devem facilitar um alto grau de personalização. "Um tamanho não serve para todos", diz Terje. "As pessoas com síndrome de Down e seus cuidadores precisam ser capaz de carregar, por exemplo, os seus próprios horários, vídeos de instrução e transportar informações e fotografias. Noruega parece muito diferente quando há neve no chão! Moedas são outro problema, se é euros, libras ou coroa. "
Os parceiros também querem que a plataforma que eles estão construindo a ser amplamente disponível para outros desenvolvedores de sistemas em todo o mundo para que possam desenvolver novas aplicações para o grupo-alvo. Eles pretendem falar com empresas de tecnologia no ano final do projeto sobre como seus resultados podem ser usados ​​em uma escala maior.
POSEIDON é um projeto de três anos envolvendo 9 parceiros de 4 países e vai até 31 de outubro de 2016. Ele está recebendo 3.000.000 € do FP7

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mais opções em adaptação de veículo

Quando o assunto é adaptação de veículo para pessoa com deficiência, logo imaginamos as mesmas marcas e os mesmos tipos de adaptações; com valores elevadíssimos!
Acontece que chegou ao Brasil, novos produtos e com designers inovadores através da Kivi Mobility Fredom  que é o fabricante de equipamentos e auxiliares de condução para o transporte de pessoas com deficiência, com mais de 10 anos de experiência nos países europeus e desenvolvedores de soluções para acessibilidade no veículo com designers modernos, práticos e seguros, que possibilitam ao cliente ainda mais conforto.
O compromisso da empresa é encontrar soluções para orientar e transporte de pessoas com deficiência, tais como:
  • Comandos de direção
  • Facilitadores de acesso ao veículo
  • Facilitadores de carregamento da cadeira de rodas
  • Soluções de Transporte
De acordo com a Gerente comercial da CD CAR, Daiane Albano Dalzoto, a  Kivi é mais uma opção de escolha para o cliente que procura por qualidade e facilidade.
Os produtos Kivi já estão sendo comercializados em pelo menos oito estados com projeção de ampliação para todo o território nacional até o fim de 2015 e conta com vários modelos de adaptações.
Além dos modelos abaixo, é importante que o consumidor entre em contato com uma oficina autorizada para encontrar a empresa mais próxima a lhe atender, através do emailacessibilidade@cdcar.com.br
A seguir alguns modelos de adaptação Kivi:
Adaptação - Central de Comandos Elétricos PV1009.
Adaptação – Central de Comandos Elétricos PV1009.
Adaptação - Empunhadura
Adaptação – Empunhadura
Adaptação - Acelerador tipo aro.
Adaptação – Acelerador tipo aro.
Manutenção e venda
De acordo com Daiane, a manutenção de carros adaptados pode ser feita normalmente. “Os cuidadosdevem ser os mesmo que com um veículo sem adaptação, e é importante destacar que pessoas sem nenhuma deficiência podem dirigir o veículo normalmente e este não perde sua originalidade”.
Cabe ressaltar ainda que a autonomia é um fator importante que contribui para elevar a qualidade de vida de cada um de nós. A Kivi é especializada na preparação desta conversão, e os dois carros, o Kia Carnival e o Kia Soul podem ser conduzidos diretamente de sua cadeira de rodas, todavia esses veículos são comercializados somente na Itália, com previsão de vir para o Brasil futuramente.
Kia Soul
Kia Soul
Visão interna de um carro que permite entrar com uma cadeira de rodas.
Visão interna de um carro que permite entrar com uma cadeira de rodas.
Os contatos disponíveis para maiores informações são:
Site: www.cdcar.com.br
Email: acessibilidade@cdcar.com.br
Skype: cdcarpg
Telefone: (42) 3225-6482

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Evento América Acessível compartilha práticas de sucesso em TICs


O primeiro dia do evento América Acessível: Informação e Comunicação para Todos, realizado pela UNESCO em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) foi marcado por um diálogo rico com bom nível de profundidade entre técnicos de vários países, representantes de prestadores de serviços, órgãos reguladores e representantes da União Internacional de Telecomunicações (UIT). A avaliação é do assessor da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Fernando Ribeiro, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
"A gente percebe que a agenda do evento com a proposição de temas e os atores trazidos para fazer estas exposições nos painéis estão encontrando receptividade e ontem terminamos o dia com um debate espontâneo de grupos, onde já foram surgindo propostas a partir das experiências inovadoras apresentadas em acessibilidade", afirmou Fernando.
O evento é realizado pela Unesco, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e a Prefeitura de São Paulo, e segue até esta sexta-feira (14), na capital paulista.
Representantes do Brasil, Colômbia, Canadá, Estados Unidos e Equador apresentaram experiências de acessibilidade em Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Bem como o seu papel na promoção da inclusão social, emprego e a análise de desafios e oportunidades de práticas e estratégias para ampliar a acessibilidade do setor nas Américas.
Para o representante da UNESCO, Lucian Muñoz, a aplicação correta da acessibilidade nas TICs democratizam os conteúdos de cultura e formação profissional, à educação, desde as salas de aula, o que ajuda na quebra dos preconceitos e no esclarecimento ao público em geral sobre as necessidades reais das pessoas com deficiência em comunicação.
"Para a Unesco o desenvolvimento das pessoas com deficiência por meio das TICs surge como uma grande oportunidade para a inclusão baseada no conhecimento e a sociedade do conhecimento se baseia em quatro pilares básicos: a liberdade de expressão, o acesso universal e aberto ao conhecimento, o ensino de qualidade para todos e o respeito às diferenças e à diversidade".
Cidadania e aprendizado - Durante a abertura, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, lembrou que trabalha junto ao segmento das pessoas com deficiência desde o período em que era ministro da Educação, quando o MEC promoveu forte inclusão de alunos com deficiência nas escolas públicas a partir da busca ativa, de casa em casa, de pessoas cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC na Escola) em idade escolar, mas que estavam fora da escola. "Além do BPC, criamos salas de recursos multifuncionais nas escolas na rede pública, trouxemos o MECDayse, o DosVox e uma série de facilidades que foram incorporadas nos laboratórios das escolas”, disse.
Na prefeitura de São Paulo, Haddad ressalta o constante aprendizado com as reivindicações do segmento, como complementares às ações do poder público voltadas à acessibilidade. "Existem situações que parecem inusitadas pra nós, mas que fazem parte do dia a dia das pessoas com deficiência que querem viver a mesma vida que nós desejamos, com acesso aos bens materiais, culturais e simbólicos que a cidade e o país oferecem. A evolução vem de todo o lado, de um ganho de consciência, da sociedade que não aceita discriminação e do poder público que se sensibiliza e adapta seus programas à realidade de toda gente", afirmou.