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sábado, 6 de dezembro de 2014

Sedpcd Curitiba encerra Semana Municipal da Pessoa com Deficiência

Hoje foi um dia muito especial, encerramos a Semana Municipal da Pessoa com Deficiência com o nossos ilustres convidados da Regional Boqueirão. Depois de um saboroso café da manhã, todos assistiram as apresentações no ginásio do Sest Senat. A secretaria Mirella Prosdocimo apresentou sua equipe, os serviços e estrutura da Sedpcd para a pessoa com deficiência e a campanha 2015 do Conselho MunicipalDireitos da Pessoa com Deficiência. As atrações continuaram com a dupla sertaneja Divan e Dorival e a Smelj apresentou o trabalho do time de power soccer. Este foi apenas o nosso primeiro encontro com a comunidade de pessoas com deficiência do Boqueirão. Em 2015 retomamos nossa conversa para organizar encontros periódicos para discutir soluçoes e promover os direitos da pessoa com deficiência. Obrigado a todos



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Educação Inclusiva nos últimos 25 anos

O Movimento Down, com o apoio da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da OAB RJ, do Coletivo de Advogados do Rio de Janeiro, Comissão OAB vai à escola e do Instituto Alana, realiza o evento “A Educação Inclusiva nos últimos 25 anos” que conta com palestras e debate para discutir a educação inclusiva no Brasil.
Confira a programação abaixo:


Eventão 2


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cartilha detalha direitos de pessoas com síndrome de Down à educação

síndrome de down
Escolas precisam de estruturas, material e profissionais adequados para garantir às pessoas com síndrome
de  Down  condições  de  estimular  todo  seu  potencial  de aprendizado
O Movimento Down, uma iniciativa do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro que trabalha informações sobre a síndrome genética de maior ocorrência no mundo, lançou hoje (17) a cartilha Escola para Todos, Educação Inclusiva: O Que os Pais Precisam Saber?. A cartilha detalha os direitos dessa parcela da população ao acesso à educação.
O documento apresenta os mecanismos legais de denúncia de casos de desrespeito às leis que tratam da inclusão de pessoas com deficiência nas escolas, bem como esclarece conceitos como escolas inclusivas e indica a postura a ser seguida pelos educadores e pelos pais, pela escola e pelo Estado no que diz respeito ao acesso de crianças e adolescentes com síndrome de Down ao ensino.
A cartilha informa que aumentou o número de matrículas de pessoas com deficiência na rede regular de ensino. Segundo o Censo Escolar, entre 1998 e 2010, o número de alunos com necessidades específicas matriculados em escolas comuns aumentou em tonro de 1.000%. Em 1998, dos 337,3 mil alunos incluídos na educação especial, apenas 43,9 mil (ou 13%) estavam matriculados em escolas regulares ou classes comuns. Em 2010, dos 702,6 mil estudantes na mesma condição, 484,3 mil (ou 69%) frequentavam a escola regular.
A prática de incentivar nas escolas o convívio entre alunos com algum tipo de deficiência (física ou cognitiva) com aqueles que não têm limitações proporciona uma troca de experiências que resulta na geração de cidadãos mais conscientes e respeitosos quanto às diferenças, afirma a professora e psicopedagoga Celma Maria, da equipe especializada de aopio à aprendizagem da Secretaria de Educação do Distrito Federal. "Os alunos ali se veem como amigos e, portanto, aprendem a respeitar desde cedo as limitações dos outros", diz a professora.
Esse tipo de escola, com estrutura e ações de educação voltadas especificamente para crianças com deficiência, envolve o conceito de inclusão, porque possibilita ao aluno formação mais completa, levando em consideração suas dificuldades e oferecendo acompanhamento psicológico e social, além do trabalho com professores capacitados para lidar com o tempo específico de aprendizado de cada aluno.
De acordo com Celma, a existência da educação inclusiva está prevista em lei, que exige das instituições de ensino públicas e privadas a oferta de estruturas, material e profissionais que melhor atendam às necessidades dos estudantes com qualquer tipo de deficiência, física ou cognitiva. O objetivo desse tipo de atendimento é proporcionar ao aluno as condições necessárias para estimular todo seu potencial de aprendizado. No entanto, ainda não são todas as escolas que proporcionam esse acesso, acrescenta a professora.
"Em uma das escolas em que eu trabalho, o Centro de Ensino Fundamental 1 do Lago Norte, em Brasília, faltam diversos tipos de atendimento. Lá não temos, por exemplo, uma sala de recursos, que é aquele local onde o aluno recebe, em horários complementares às suas aulas, atendimento profissional especializado de acordo com suas necessidades específicas. Nessa escola, nós até temos o profissional, mas não o espaço físico adequado. Lá os alunos são atendidos em um pequeno espaço da biblioteca e sem um material adequado", explicou Celma.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sete crianças que abalaram o mundo

Anne Frank
Em 31 de março de 1945, morria aos 15 anos de tifo e subnutrição, no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, uma jovem judia chamada Annelies Marie Frank, ou Anne, para os amigos e familiares. Duas semanas depois, os prisioneiros do campo seriam libertados pelas forças aliadas.
Antes de ser presa e deportada para o campo de concentração com sua irmã, Anne viveu escondida das tropas nazistas por 25 meses num pequeno sótão conhecido como Anexo Secreto, em Amsterdã. A experiência ficou registrada em seu diário, que foi entregue meses depois do fim da guerra ao seu pai Otto Frank, que decidiu publicá-lo.
O diário feito livro se transformou num dos mais reconhecidos e pungentes relatos do terror nazista. O olhar jovem e observador da menina que sonhava em ser jornalista foi traduzido para mais de 68 línguas e se tornou um testamento do sofrimento, das vidas perdidas e do que a História não pode repetir.
Malala Yousafzai
9 de outubro de 2012. Ao sair da escola, a estudante paquistanesa Malala Yousafzai, à época com 15 anos, estava prestes a embarcar no ônibus de volta para casa quando foi alvejada com tiros por membros do Talibã, grupo fundamentalista que é contra a educação feminina.
Malala foi escolhida como alvo pois era a autora do blog “Diário de uma estudante paquistanesa” desde 2009, quando tinha 11 anos. Publicava textos sobre a sua vontade de estudar em um país onde, só por ser mulher, a dificuldade do acesso à educação era ainda maior. Escrito sob um pseudônimo, o nome de Malala rapidamente se tornou conhecido, já que a garota não tinha receio em defender publicamente a educação de mulheres.
Após sobreviver ao ataque, Malala se tornou ativista e transformou-se num símbolo da causa pela educação feminina no mundo. Seu prestígio é tamanho que a paquistanesa acaba de receber o Prêmio Nobel da Paz de 2014. "Este prêmio é para todas as crianças cujas vozes precisam ser escutadas", afirmou.
A influência de Malala Yousafzai tem se espalhado pelo mundo. Na Nigéria, por exemplo, onde centenas de meninas foram sequestradas de dentro de uma escola pelo grupo fundamentalista Boko Haram, uma campanha global pede a devolução das garotas e defende o direito das mulheres à educação. “A educação pode oferecer independência econômica, pavimentar o caminho rumo à participação política e empoderar mulheres e homens com conhecimentos necessários para enfrentar de maneira ativa e eficaz as normas opressoras que perpetuam diferentes formas de violência contra as mulheres”, disse a modelo nigeriana Nnena Agba.
Adora Svitak
Aos seis anos, Adora Lily Svitak ganhou um notebook de sua mãe e passou a escrever histórias. No total, foram mais de 300 pequenos textos que a criança queria publicar. Ao invés de ouvir “espere até ficar mais velha”, os pais incentivaram a pequena autora a lançar o livro “Flying Fingers” (Dedos voadores).
Desde então, a menina dá palestras em centenas de escolas - tanto para alunos como educadores - sobre a importância da literatura e da escrita. Em 2010, quando tinha 12 anos, deu uma palestra no TED e foi aplaudida de pé. “Nós crianças ainda sonhamos com a perfeição”, afirmou Adora.
Para ela, o mundo precisa de mais ideias infantis: criatividade, ideias arrojadas e principalmente otimismo. “Adultos precisam ouvir e aprender com as crianças, confiar e esperar mais de nós”, acredita a jovem escritora.
Mozart
Nascido em 1756, o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart tinha apenas cinco anos quando começou a se destacar tocando teclado, violino e, claro, criando músicas. Seu talento era tanto que, mesmo tão precoce, chamou a atenção da realeza européia e se apresentou em diversas cortes do continente.
A crítica musical considera Mozart um dos maiores compositores da história. Não é por menos: ele produziu mais de seiscentas obras, tornando-se uma referência na música erudita e influenciado diretamente o futuro da música. Requiem é uma de suas composições mais famosas.
Severn Cullis-Suzuki
A menina que calou o mundo por cinco minutos. Foi assim que a canadense Servern Cullis-Suzuki ficou conhecida em 1992, quando, aos 12 anos, fez um discurso duro e emocionante direcionado aos delegados e chefes de Estado que participavam da Rio-92, conferência que debatia o futuro do meio ambiente.
Aos nove anos, a canadense fundou a Organização das Crianças para o Meio Ambiente (ECO), grupo dedicado a aprender e ensinar outros jovens sobre as causas ambientais. Foi assim que a garota arrecadou dinheiro para participar da conferência.

“Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto em guerras fosse investido em soluções para o meio ambiente e também na redução da pobreza, que lugar maravilhoso a Terra seria!”, afirmou à época, para espanto dos presentes. "O que vocês estão fazendo com o mundo me faz chorar a noite.”
Disponível no YouTube, o vídeo do discurso que abalou o mundo tem mais de 28 milhões de acessos.
Samantha Smith
“Caro Senhor Andropov, meu nome é Samantha Smith. Eu tenho dez anos de idade. Parabéns pelo seu novo trabalho. Eu tenho me preocupado com a Rússia e os Estados Unidos entrarem em uma guerra nuclear”. Assim começava a carta que uma jovem de dez anos, nascida na cidadezinha de Manchester, no Maine, enviou para o líder sovético Yuri Andropov, em 1982. “Deus fez o mundo para nós vivermos juntos e não para brigarmos”, encerrava.
A carta foi publicada no jornal russo Pravda e alguns meses depois ela recebeu uma longa resposta de Andropov, que tornou a jovem Samantha uma porta-voz instântanea das crianças pela paz mundial. Ela visitou a Rússia, conheceu suas crianças e reparou que eram muito parecidas com ela. Se tornou uma pessoa pública notória em ambos os países e foi considerada “A Mais Jovem Embaixadora dos EUA”.
Escreveu livros sobre sua visita, atuou em filmes e programas de TV e viajou pelo mundo conhecendo crianças de diversas realidades. Até que, tragicamente, em 1985, morreu em um acidente de avião, deixando um legado breve e inspirador. Afinal, se tornar um símbolo comum de gregos e troianos, ou russos e americanos, em plena Guerra Fria, não era uma tarefa fácil.
Louis Braille
"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."
O método Braille é hoje difundido por todo o mundo como a principal forma de leitura para deficientes visuais. A série de pontilhados em relevo permite, pelo tato, uma rápida e fácil compreensão de longos textos. Mas você sabia que ele foi inventado por um jovem?
Em 1809, com 10 anos, Louis Braille ganhou uma bolsa de estudos de um prestigioso instituto para cegos na França, após se destacar numa escola comum. Aos 12, começou a se dedicar, com a ajuda de um capitão reformado, na formulação de um sistema simplificado de escrita, que viria se tornar o método Braille, concluído quando tinha apenas quinze anos. Ainda adolescente, começou a dar aulas no Instituto onde estudava.
Após 200 anos, o Braille permanece praticamente inalterado e seus mais ágeis leitores conseguem ler até 200 palavras por minuto. A invenção, no entanto, só foi amplamente reconhecida dois anos após a morte de Braille, em 1852. Antes disso, foi proibida no mesmo instituto onde foi inventado, o que não impediu em nada que os jovens, em segredo, continuassem a aprender e aperfeiçoar o método.

Evento América Acessível compartilha práticas de sucesso em TICs


O primeiro dia do evento América Acessível: Informação e Comunicação para Todos, realizado pela UNESCO em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) foi marcado por um diálogo rico com bom nível de profundidade entre técnicos de vários países, representantes de prestadores de serviços, órgãos reguladores e representantes da União Internacional de Telecomunicações (UIT). A avaliação é do assessor da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Fernando Ribeiro, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
"A gente percebe que a agenda do evento com a proposição de temas e os atores trazidos para fazer estas exposições nos painéis estão encontrando receptividade e ontem terminamos o dia com um debate espontâneo de grupos, onde já foram surgindo propostas a partir das experiências inovadoras apresentadas em acessibilidade", afirmou Fernando.
O evento é realizado pela Unesco, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e a Prefeitura de São Paulo, e segue até esta sexta-feira (14), na capital paulista.
Representantes do Brasil, Colômbia, Canadá, Estados Unidos e Equador apresentaram experiências de acessibilidade em Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Bem como o seu papel na promoção da inclusão social, emprego e a análise de desafios e oportunidades de práticas e estratégias para ampliar a acessibilidade do setor nas Américas.
Para o representante da UNESCO, Lucian Muñoz, a aplicação correta da acessibilidade nas TICs democratizam os conteúdos de cultura e formação profissional, à educação, desde as salas de aula, o que ajuda na quebra dos preconceitos e no esclarecimento ao público em geral sobre as necessidades reais das pessoas com deficiência em comunicação.
"Para a Unesco o desenvolvimento das pessoas com deficiência por meio das TICs surge como uma grande oportunidade para a inclusão baseada no conhecimento e a sociedade do conhecimento se baseia em quatro pilares básicos: a liberdade de expressão, o acesso universal e aberto ao conhecimento, o ensino de qualidade para todos e o respeito às diferenças e à diversidade".
Cidadania e aprendizado - Durante a abertura, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, lembrou que trabalha junto ao segmento das pessoas com deficiência desde o período em que era ministro da Educação, quando o MEC promoveu forte inclusão de alunos com deficiência nas escolas públicas a partir da busca ativa, de casa em casa, de pessoas cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC na Escola) em idade escolar, mas que estavam fora da escola. "Além do BPC, criamos salas de recursos multifuncionais nas escolas na rede pública, trouxemos o MECDayse, o DosVox e uma série de facilidades que foram incorporadas nos laboratórios das escolas”, disse.
Na prefeitura de São Paulo, Haddad ressalta o constante aprendizado com as reivindicações do segmento, como complementares às ações do poder público voltadas à acessibilidade. "Existem situações que parecem inusitadas pra nós, mas que fazem parte do dia a dia das pessoas com deficiência que querem viver a mesma vida que nós desejamos, com acesso aos bens materiais, culturais e simbólicos que a cidade e o país oferecem. A evolução vem de todo o lado, de um ganho de consciência, da sociedade que não aceita discriminação e do poder público que se sensibiliza e adapta seus programas à realidade de toda gente", afirmou.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Qualificação profissional de pessoas com deficiência é tema de palestra em Timbau do Sul/RN


Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a inclusão das pessoas com deficiência, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) realiza palestra sobre oportunidades de qualificação profissional para o público do segmento em Tibau do Sul, município turístico no litoral do Rio Grande do Norte.
A palestra será realizada na manhã desta quarta-feira (12), às 10h, pela consultora da SDH/PR na região, Jenair Alves da Silva, na sede da prefeitura.
A consultora apresentará o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite e as ações realizadas em parceria com o Pronatec, que oferece vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional às pessoas com deficiência.
“É uma oportunidade de apresentar o programa e incentivar o município a aderir ao Viver sem Limite, de modo a garantir a ampliação da abrangência das políticas públicas na região”, ressalta Jenair Alves.
O evento contará com a presença de representantes das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Educação, além de representantes do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do município vizinho de Mossoró.

Serviço

Palestra: Qualificação profissional do Pronatec – Viver sem Limite

Data: Quarta-feira (12/11) Hora: 10h
Local: Sede da Prefeitura Municipal de Timbau do Sul/RN
Endereço: Vila Dona Isabel Nº 26, Centro da Cidade

É amanhã o evento América Acessível: Informação e Comunicação para Todos



O América Acessível: Informação e Comunicação para Todos é um simpósio regional sobre acessibilidade das TIC para Pessoas com Deficiência que será realizado de 12 a 14 de novembro de 2014 em São Paulo, Brasil.
O evento é  organizado pela União Internacional das Telecomunicações, UIT, pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) e pela Representação da UNESCO no Brasil, com o apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, que sediará o evento a ser realizado no Hotel Holiday Inn Park Anhembi.
O objetivo desta conferência é propor uma série de Recomendações para fomentar a acessibilidade das TIC na região das Américas, com metas factíveis de serem alcançadas no curto, médio e longo prazo. O evento abordará os desafios e oportunidades relacionados com a acessibilidade de telefones móveis e serviços, televisão e sites, acesso público e contratos públicos, bem como inovação na acessibilidade das TIC e na radiodifusão.
Experiências de sucesso no continente americano e no mundo demonstram que investir em tecnologias, em criatividade e em gestão voltados a esse público é benéfico para toda a sociedade. Tornar as TIC acessíveis possibilita às pessoas com deficiência exercerem sua cidadania e participarem ativamente da vida pública, melhorando índices de saúde, educação, desemprego e renda nos países. Aos governos, o alcance de seus serviços é ampliado e se torna possível promover o Direito à Comunicação e à Informação às pessoas com deficiência. Já a as empresas de comunicação e a indústria cultural podem contar com um grande público para o consumo de produtos da informação e do entretenimento.
A discussão sobre a aplicação dessas tecnologias nos contextos dos países americanos será de fundamental importância para o debate mundial, pois fornece insumos para a Conferência Internacional da Exclusão ao Empoderamento – O Papel das Tecnologias de Comunicação e Informação para as Pessoas com Deficiência, organizada pela UNESCO em Nova Déli, Índia, de 24 a 26 de novembro de 2014.

domingo, 21 de setembro de 2014

SUS vai oferecer medicamento para autismo em 2015

Risperidona é o primeiro remédio para a disfunção global de desenvolvimento incorporado no Sistema Único de Saúde
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer pela primeira vez, a partir de janeiro de 2015, um medicamento para tratar os sintomas de autismo. Conhecido como Risperidona, o remédio vai auxiliar na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas comuns em pacientes com a doença. De acordo com o governo, o medicamento deve beneficiar cerca de 19 mil pacientes por ano.
– A medicação é liberada para o autismo há muitos anos. Ele é um medicamento excepcional, de primeira linha – comemorou o psiquiatra infantil Fábio Barbirato. – É importante frisar que é apenas para um sintoma do transtorno, que é a explosão emocional. Não tem remédio nem dieta para o autismo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 70 milhões de pessoas no mundo tenham o distúrbio. No Brasil, a estimativa é de este número alcance dois milhões de pessoas. O ministério informou que vai investir R$ 669 mil para a compra da Risperidona.
A inclusão de medicamentos no SUS obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que exige comprovação da eficácia, custo-efetividade e segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada e assim garante a proteção do cidadão que fará uso do medicamento. Após a incorporação, o medicamento ou tecnologia pode levar até 180 dias para estar disponível ao paciente.
De acordo com Barbirato, a Risperidona é indicada no mundo inteiro e já é usada nos consultórios privados há algum tempo.
– Na rede pública, havia somente o antipsicótico Haldol, mas ele pode causar uma série de efeitos colaterais, como problemas hepáticos ou movimentos repetitivos nos membros – afirmou.
O médico complementou, ainda, que o novo medicamento disponível no SUS é indicado para crianças a partir dos 5 anos. No entanto, ressaltou que não são todas as crianças autistas que têm necessidade de tomar a Risperidona, já que nem todas demonstram os sintomas que são controlados pelo remédio.
O autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como o Risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.
Fonte: O Globo

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Como melhorar linguagem, a cognição e a memória de seu bebê

LINGUAGEM, COGNIÇÃO E MEMÓRIA

- Esconda-se ou esconda objetos (“cadê? achou!”) para que o bebê desenvolva este tipo de memória: “não vejo o objeto, mas sei que ele está ali”. Esta função cognitiva é importante para que, mais tarde, ele possa relacionar cada objeto ao seu nome.

- Dê nomes a pessoas e objetos e incentive o bebê a observá-los ao mesmo tempo em que você olha para eles. Essa capacidade, chamada de referente ocular, é essencial para o desenvolvimento da linguagem. É um modo natural de aumentar o vocabulário da criança, fazendo com que ela descubra o nome das pessoas e das coisas.

- Os gestos também ajudam na construção da linguagem. Eles facilitam a compreensão da criança e aumentam a eficiência da comunicação. Com o tempo, eles serão substituídos por palavras.

- Tenha em mente que, para a criança com síndrome de Down, o que é só ouvido pode ser facilmente esquecido e o que é visto tem mais chance de ser lembrado. Por isso, quando ela tiver capacidade é interessante a utilização de fotos, desenhos ou figuras para que ela possa memorizar o que aprendeu ou vivenciou.

- Brinque de executar ordens simples: buscar o sapato da mamãe, chamar o papai na sala, colocar a mamadeira em cima da mesa, acender a luz, fechar a porta. Aos poucos, invertem-se os papeis e a criança também pode ser aquela que brinca de dar as ordens.

- Olhe livros e revistas e vá apontando e nomeando figuras para a criança. É outro modo agradável de aumentar seu vocabulário.

- Produza junto com a criança uma caixa que contenha objetos cujos nomes ela já entende bem. Eventualmente, peça que ela vá até a caixa, pegue determinado objeto e o traga. No dia seguinte, peça dois objetos e vá aumentando aos poucos.

- Outra opção é preparar uma “caixa de surpresas”. Use uma caixa de sapato fechada com abertura suficiente para que a criança coloque a mão. Ponha pequenos objetos na caixa e peça para a criança retirá-los e nomeá-los.

- Leve a criança a solucionar pequenos “problemas”: deixe objetos cobertos ou atados por um fio para que ela descubra um modo de alcançá-los. Sirva a todos na mesa e deixe que ela demonstre que você a “esqueceu”. Vista só um sapato. Entregue a mamadeira vazia. São pequenas atitudes que vão fazer com que ela desenvolva a iniciativa e resolva a questão.
Fonte: movimento down

TERAPIA COM USO DE FITAS ADESIVAS DE KINÉSIO

TERAPIA COM USO DE FITAS ADESIVAS DE KINÉSIO Tratamento com fitas de kinésio ajudou Vito Bonomo a sentar corretamente antes dos seis meses. Crédito: arquivo pessoal A terapia com o uso de fitas adesivas de kinésio pode ser uma aliada importante para ajudar a criança com síndrome de Down a desenvolver uma postura adequada e ajustar grupos musculares mais fracos. Cada pessoa é diferente e pode precisar da aplicação das fitas em locais específicos do corpo, mas geralmente elas são utilizadas com as seguintes finalidades: - Abdome e braços: ativar maior força muscular em movimentos como engatinhas e andar. - Pescoço e costas: ajustar a postura. - Abaixo do queixo: ajudar a criança a manter a língua dentro da boca. Para iniciar um tratamento com as fitas adesivas de kinésio, é necessário contar com o apoio de um profissional especializado na terapia. Ele poderá atuar nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia ou terapia ocupacional e poderá auxiliar a família em questões como o uso das fitas, trocas e posicionamento correto. Como funciona? “Quinesiologia” é o estudo científico do movimento do corpo humano. Para se locomover, o corpo utiliza, além do cérebro que comanda os movimentos, ossos, músculos, articulações e tendões. A origem do uso de fita adesiva de kinésio é dos anos 1970 e foi desenvolvida por um quiroprata japonês, Kenzo Kase, para ajudar na recuperação de lesões musculares. Com o tempo, a técnica passou a ser adotada por praticantes de esportes e, mas recentemente, para pessoas com hipotonia (flacidez muscular), como o caso das pessoas com síndrome de Down. As fitas de kinésio ajudam a ajustar e/ou corrigir articulações desalinhadas e aliviam as tensões mecânicas sobre estas regiões. Seu principal objetivo é melhorar a amplitude e a qualidade de movimento. O material possui espessura e peso semelhantes aos da pele, com marcas na parte adesiva que simulam as impressões digitais ou veias da pele humana. Como pode ser esticado em até 140% do seu comprimento original, oferece apoio de forma seletiva aos músculos, favorecendo seu fortalecimento. Além disso, é 100% acrílico hipoalérgico, sensível ao calor e não contém quaisquer substâncias químicas ou medicinais impregnadas à fita. Exemplo de uso Vito Bonomo começou a usar as fidas de kinésio com quatro meses e sentou-se antes dos seis meses. Os pais e profissionais que trabalham com o Vito relatam grande melhora na postura do bebê com a aplicação das faixas. Vito Bonomo utilizou fitas de kinésio até em passeios. Segundo pais e profissionais, tratamento trouxe resultados expressivos. Crédito: arquivo pessoal     
Fonte:
http://www.movimentodown.org.br/2013/05/terapia-com-uso-de-fitas-adesivas-de-kinesio/vito_kinesiovert/