sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Conheça Kenny: o tigre branco que nasceu com Síndrome de Down




ReproduçãoReprodução
Kenny E hum Tigre Branco QUE FOI COMBINADO COM genes geneticamente puros de SUA especie, EM UM Cativeiro nsa ESTADOS UNIDOS.
Como OS zoológicos e Lojas de animais Exóticos TEM aumentado a DEMANDA POR tigres brancos, Os criadores tentaram Recriar o tigre Branco "ideal": focinho grande, Olhos Azuis, pelagem branca, baseando-se hum los Conjunto limitado de animais com essas characteristics that existem los Reservas e zoológicos Pelo Mundo.
O Resultado? Com ESSE Conjunto de genes limitado, taxa tigres brancos OS Nascem com UMA surpreendentemente Alta de deformidades e Problemas de Saúde.
No Caso de Kenny, ESSE FOI AINDA Cruzamento Mais Perigoso, POIs FOI Feito COM genes de Irmãos, O Que JÁ gera Problemas sepulturas parágrafo o filhote Que Nasce e se DESENVOLVE.
Kenny TEM retardo mental, possui limitações Físicas Importantes, ê ê considerado o Primeiro tigre com síndrome de Down. MESMO Que o Objetivo tenha Sido UMA especie Mais "Pura" e Perfeita, Kenny nasceu com o focinho achatado e Curto, Os Olhos afastados, a Cabeça Mais Larga Que o normal, ea dentição deformada. Como fotos, de muitas Maneiras, Falam POR si mesmas SOBRE como tentativas do Homem los Manipular a Natureza.
Assistem AO Vídeo Nenhum youtube: www.youtube.com/watch?v=bxUYEtBf2Mg
 

Estudo inédito pode, a longo prazo, ser chave para a cura da condição, causada pelo terceiro cromossomo 21



Bebê com síndrome de baixa: Técnica e promissora mas Localidade: Não curaria PESSOAS com a síndrome, apenas embriões
Uma Pesquisa Inédita Feita na Universidade de Massachussets, nos ESTADOS UNIDOS, conseguiu inativar o cromossomo causador da Síndrome de Baixo, EM UM Trabalho Feito com Células-tronco retiradas da Pele de UMA garota portadora da síndrome.
No Brasil, a CADA 800 nascimentos, Uma Criança TEM de Down, síndrome Que É causada POR UMA Cópia Mais um fazer cromossomo 21 Na Pesquisa liderada POR Jeanne Lawrence, ESSE FOI ISOLADO cromossomo e inativado, REPRESENTANDO UM Grande Avanço Para O Desenvolvimento de Técnicas de Erradicação da síndrome, AINDA Que a Longo Prazo. O Estudo FOI publicado na Edição Desta Semana do periódico Científico  Nature  .
"A Pesquisa AINDA ESTA EM Células-Tronco. AINDA Vai LeVar No Mínimo 10 Anos Para começarmos a tentar aplicar a Técnica los Humanos, embora ESSE SEJA UMA Prazo mera suposição. Localidade: Não e bom CRIAR Expectativas Que a cura VIRA EM BREVE, o Porque Localidade: Não E ASSIM. Requer AINDA Muita Pesquisa ", Explica o geneticista brasileiro Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, that elogiou a USADA Metodologia.
Getty Images
Cariótipo de UMA Paciente com síndrome de baixo, Que Mostra Os Três cromossomos 21
"Trabalho HÁ 23 Anos com Genética Médica, e eu Localidade: Não vi, EM None the moment, Algo faz Gênero. DESDE 1959, when was that Descoberto o baixo era causado Pelo Terceiro cromossomo 21, Nunca tinha Visto hum Avanço substancial não treatment ", Conta.
Entenda o that was Feito 
Como MULHERES TEM DOIS cromossomos X, porem hum DELES E inativado Durante o PERÍODO embrionário. QUEM inativa o cromossomo E o Chamado Xist gene, that this Presente Naturalmente Dentro fazer X. E ESSE FOI gene, JA conhecido POR Ser o silenciador do cromossomo X, that was USADO Pelos pesquisadores na inativação do Terceiro cromossomo 21, causador da síndrome de baixo .
"ELES pegaram o Xist e colocaram Dentro do cromossomo 21, EM UMA célula that tinha três cromossomos. O Xist inativou o Terceiro cromossomo, Fazendo Que Só Dois permanecessem funcionando. O Xist fez o MESMO Papel Que FAZ com o X na fase embrionária da Mulher, Só Que No cromossomo 21 - e Células-Tronco EM ", Explica o geneticista.
He also that gene Explica o Xist E introduzido na célula trissômica (célula com três cromossomos 21) POR Meio de UMA Enzima.
"ESSA Enzima quebra hum Pedaço fazer cromossomo e permite Que possamos inserir hum Pedaço de gene Outro OU cromossomo ali Dentro. Antes Que a Natureza o Faça hum reparo, Uma cicatriz, o gene introduzido Xist E ", detalha Raskin.
Uma Importante Informação, porem, E Que a inativação FOI Feita permanentemente - o Estudo provou, Por Meio de Diferentes methods, Que o gene de: Não voltou a Ser ativado Naturalmente.
"O cromossomo 21 dez Cerca de 250 genes. CADA Produz gene Proteínas UMA OU MAIS. Nas Células Que TEM Três cromossomos 21, existe UMA tripla doses dessas Proteínas. O Artigo provou Que, DEPOIS Que o Terceiro cromossomo 21 inativado FOI, a Produção de Proteínas de: Não FOI Mais tripla, e sim Dupla. He Praticamente curou o Problema da Síndrome de baixo na célula ", Explica o geneticista.
Aplicações Futuras
Existe UMA boa oportunidade Que, a Longo Prazo, a Técnica POSSA embriões Ser USADA EM.
"Tomando como limitações, o Porque UMA Pesquisa Demora Bastante parágrafo Ser Prática, o Trabalho e fenomenal", Diz o Raskin. "O Estudo AINDA requer Muita Pesquisa, Como Descobrir se uma inserção de material de GENÉTICO NAS Células Humanas de: Não VÁ causar algum Outro problema".
He preve that, um Prazo Longo, when a Pesquisa para Humanos Aplicada em, ELA SERA embriões Feita EM.
"DEPOIS Que o Bebê nasceu, Sera Difícil aplicar a Técnica los bilhões de Células", Explica, dizendo that, when a Técnica de desenvolvida por, ELA Será, será Útil parágrafo Otras Síndromes trissômicas, EM Que Ha Um triplicidade de To Us Link cromossomos, JA Que a Pesquisa Que mostrou o Xist PODE desativar QUALQUÉR hum DELES. Como Síndromes trissômicas Mais conhecidas de Além da de Baixo São um de Edward, Patau e Warkany.
Outro Avanço citado POR Raskin was a possibilidade de trocadilho Melhor Por Que Acontece a Síndrome de Down.
"Sabemos Que São o Porque PESSOAS TEM TRES cromossomos 21 Mas e entao, Por Que ter a dose UMA tripla fazer 21 Leva um sos Conjuntos de Sinais? ISSO E Algo Difícil de DiZer AINDA, e ágora PODEMOS Fazer milhares de Experimentos NAS Células ", Explica O Especialista.
Diagnóstico da Síndrome de Down de 
Existe hum Procedimento Chamado Diagnóstico Genético Pré-Implantação (PGD). ELE E Feito Para Casais los Que a Mãe estao Acima de 40 Anos de idade, Por Exemplo.
"A Partir Desta idade HÁ UM Risco hum pouco Mais Alto de ter hum Filho com Síndrome de Down", Explica Raskin.
O Procedimento do consiste los UMA fertilização  in vitro  , produzindo Vários embriões.
"Faz-se hum teste GENÉTICO los CADA EMBRIAO, par ver se CADA EMBRIAO TEM OU Dois Três cromossomos 21 No Caso, obviamente, escolhe-se e implantação-se AQUELE (UO aqueles) Que tiverem Dois cromossomos 21", Explica o geneticista .
"Como-fold, porem, Os poucos embriões fecundados that São TEM TRES cromossomos 21 Seria entao, EM TESE, Uma Oportunidade Para silenciar o Terceiro cromossomo 21 EMBRIAO fazer", complementa Raskin.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Matemática no dia a dia para crianças com Down


Muitos pais acreditam que a matemática consiste apenas em números e contas. No entanto, a matemática básica engloba muito mais coisas, como tamanhos, formas, cores, medidas, tempo, espaço e dinheiro. Estes são os princípios necessários para usar os números e ajudar as crianças a processar, organizar e discutir a base matemática.
Desde muito cedo as crianças seguem rotinas, jogam e fazem escolhas que têm a ver com a matemática. Para crianças mais novas, a matemática pode consistir em “mais brócolis ou nada de biscoito”. A linguagem matemática é usada para descrever uma bola redonda ou uma borboleta amarela. Matemática pode ser “mais cinco minutos”, o filme de ontem ou a festa de aniversário de amanhã. Matemática é também contar os gols de uma partida de futebol, ajudar a cozinhar, separar a roupa para lavar, fazer compras ou escolher uma roupa que “combine”.
À medida que nossos filhos crescem, a capacidade para a matemática se relaciona mais diretamente com a vida prática. Matemática passa a ser acordar a tempo de ir à escola, ter em conta as datas para entregar as tarefas e levar dinheiro o suficiente para comprar pipoca no cinema. A matemática é importante porque os conceitos matemáticos ajudam nossos filhos a compreender o seu mundo, além de prepará-los para uma maior independência.
Embora ainda não tenham sido feitas muitas pesquisas sobre as habilidades matemáticas de crianças com síndrome de Down (SD) como em outras áreas (a exemplo das habilidades de leitura e escrita), apresentamos dados que sugerem que a introdução precoce de matemática na educação de crianças com SD poderia melhorar a capacidade delas de entender conceitos matemáticos no futuro.
matematica-dia-a-dia
Reprodução do site do National Down Syndrome Congress.

A prática sugere que:
- Crianças com síndrome de Down são capazes de aprender os primeiros passos para se contar, como as outras crianças, mas a um ritmo mais lento;
- O ensino é mais eficaz se as atividades de matemática são divididas em pequenos passos, com mais repetições e explorando materiais mais visuais e concretos;
- Os pais devem expor a criança à linguagem matemática desde pequena e usá-la muitas vezes;
- Os pais podem ajudar a compensar as dificuldades. Por exemplo: podem optar por ter objetos maiores quando são utilizados materiais manipuláveis; oferecer suporte para as dificuldades de escrita e apresentar alternativas (computadores, adesivos, cartões com números); oferecer recursos visuais (linhas numéricas, tabelas de horários, calendários);
- O rendimento do aluno na Matemática varia muito entre as crianças com SD;
- Programas de matemática multissensoriais, como o Numicon*, são eficazes para a educação porque oferecem imagens concretas de números;
- Às vezes, as crianças com SD têm dificuldade em generalizar conhecimento matemático – quando o conhecimento adquirido em um determinado contexto ou usado de uma certa forma pode não ser transferível para outros contextos ou usos. Dessa maneira, os pais devem ajudar os filhos a entender como aplicar as habilidades matemáticas em situações cotidianas, para que a matemática tenha sentido.
Assim como no ensino precoce da leitura e escrita, os pais podem desempenhar um papel importante na introdução e reforço dos conceitos matemáticos. Alguns pais evitam o ensino da matemática por medo, porque acham muito complexo ou porque não têm certeza sobre por onde começar. Ponha de lado as más recordações que você tem da geometria do ensino médio e descubra como é fácil e divertido estudar matemática em casa com o seu filho!
Por onde começar?
Como sempre, deve-se levar em conta a idade e o conhecimento prévio de seu filho.
As atividades devem ser apropriadas para a idade e o interesse da criança. Pais terão melhores resultados se adequarem os exercícios à idade do filho. Se conseguir que seu filho de três anos fique parado alguns minutos, tente fazer jogos de matemática usando livros, música, brinquedos, alimentos ou objetos que capturem a atenção dele. Aponte para as cores ou formas em um livro. Cante uma canção de contar. Diferencie brinquedos “grandes” de “pequenos” ou conte e classifique blocos de construção, como Lego.
Da mesma forma, à medida que aumenta a capacidade de concentração, trabalhe com seu filho de quatro ou cinco anos em uma mesa ou escrivaninha para que ele se acostume ao ambiente de aprendizagem do jardim de infância. As crianças nem percebem que estão “trabalhando” se forem expostas a atividades de matemática durante a hora do lanche ou imediatamente após uma refeição – pode fazer um desenho com uvas e biscoitinhos pequenos, por exemplo.
Uma vez que as crianças começam a frequentar a escola primária e se acostumam à educação estruturada, os pais podem intercalar as atividades de casa com jogos. Assim incentivam os filhos a fazerem as lições de casa: “depois de concluir seu dever, vamos usar frações para assar uma pizza”, ou “quando terminar a tarefas, vamos jogar um jogo de tabuleiro?”.
Adapte as atividades ao grau de conhecimento de seu filho. Ensinar em casa lhe permite apoiar a aprendizagem considerando o nível exato de conhecimento matemático de seu filho. Se a criança ainda não teve contato com a matemática, tome a iniciativa de introduzir a matéria. Use uma linguagem matemática simples, nomeie as cores e as formas, cante canções de contar ou faça atividades usando contas simples. Uma criança com certo grau de conhecimento de matemática poderia começar a trabalhar em casa classificando objetos por cor ou forma, contando até cinco ou dez com ajuda e identificando os números.
Uma vez que as crianças comecem a frequentar a escola, o apoio da matemática em casa torna-se mais estruturado – e de certa forma mais fácil. Conheça os professores e verifique o currículo escolar de matemática para saber os assuntos estão sendo ensinados em sala de aula e reforçar as lições em casa. Os pais podem também fazer uma introdução básica sobre tópicos que serão discutidos na aula antes da professora dar a matéria.
Os pais que trabalham em casa com alunos iniciantes podem concentrar-se em:
Noções pré-numéricas:
1) Classificar: por similaridade agrupar objetos – cor, forma, tipo, tamanho;
2) Ordenar: identificar as diferenças entre os diferentes elementos;
3) Copiar modelos: repetir formas ou números;
Os primeiros conceitos numéricos:
1) Contar de memória: a criança aprende os nomes dos números na ordem correta – um, dois, três, etc.;
2) Contar com sentido: contar objetos na forma tradicional;
3) Reconhecer símbolos numéricos: saber que a palavra “cinco” é o mesmo que “5″;
Os pais que trabalham em casa com estudantes mais experientes podem abordar:
1) Contar saltando números: contar de 2 em 2, 5 em 5 ou 10 em 10;
2) Operações: adição, subtração, multiplicação;
3) Hora;
4) Dinheiro;
5) Frações;
6) Medidas.
As atividades devem fazer que a matemática tenha sentido. Como mãe ou pai, você tem algo que os professores não têm: os recursos e a flexibilidade para criar oportunidades para o ensino da matemática e localizá-la em um determinado contexto. Ao ensinar conceitos de dinheiro, vá a uma loja e compre alguma coisa. Ensine frações cortando uma pizza em metades, quartos, sextos e oitavos antes de comer. Em casa, separar a roupa para lavar ou esvaziar a lava-louça viram atividades matemáticas. A matemática faz mais sentido em simples atividades diárias.
A matemática está presente todos os dias, em todos os lugares. Trabalhar sobre conceitos de matemática em casa abre o caminho para um desempenho escolar em matemática bem sucedido e para alcançar independência na vida. Boa sorte e esperamos que você aproveite esta oportunidade para fortalecer o vínculo com seu filho através da matemática!
*Dana Halle, Doutora em Direito, mãe de Nick, um menino de 12 anos com síndrome de Down; diretora-executiva da Fundação Síndrome de Down de Orange County e criadora de The Learning Program ™ ["programa de aprendizagem "] , um nível educacional reconhecido nacionalmente que oferece suporte baseado em evidências para crianças, pais e professores do programa. Além disso, Halle é vice-presidente de Educação para a Síndrome de Down EUA, uma organização sem fins lucrativos associada à Educação para a Síndrome de Down Internacional (DownsEd), líder mundial reconhecida em pesquisas científicas sobre a organização intervenção educação e desenvolvimento cognitivo precoce em crianças com SD.
Referências:
[1] Bird, Gillian e Buckley, Sue, Número de Desenvolvimento de Competências para bebês com síndrome de Down (0-5) (Down Syndrome Education Intl 2001). Pode ser baixado gratuitamente no http://www.down-syndrome.org/information/number/early/.
[1] Bird, Gillian e Buckley, Sue, Número Competências para Indivíduos Síndrome de Down – Uma Visão Geral (Down Syndrome Education Intl 2001). Pode ser baixado gratuitamente no http://www.down-syndrome.org/information/number/overview/.
[1] Numicon é um programa multisensorial que fornece suporte para a aprendizagem de conceitos matemáticos. Acesse aqui.
- See more at: http://www.movimentodown.org.br/2014/08/matematica-dia-dia-para-criancas-com-down/#sthash.vshJHqnR.dpuf

Alimentação de crianças com síndrome de Down

Alimentação de crianças com síndrome de Down


Leite materno é o melhor alimento para os bebês recém nascidos.
Crédito da foto: Ezaías E. da Silva
Uma alimentação variada e equilibrada é essencial para o crescimento e a manutenção da saúde. Aprender a comer de forma saudável desde os primeiros anos é fundamental para qualquer pessoa, mas pode trazer resultados ainda mais importantes para as crianças com síndrome de Down. Isso porque elas nascem com hipotonia, ou seja, são mais “molinhas”. Como resultado, gastam menos energia do que outras crianças e podem apresentar tendência à obesidade ao longo da vida.
Além disso, a hipotonia também pode levar à constipação intestinal (prisão de ventre) crônica, uma vez que o tecido muscular do intestino grosso não consegue realizar os movimentos peristálticos com força o suficiente para expelir as fezes. Consumir os alimentos certos pode ajudar a atenuar a constipação, assim como combater a tendência o envelhecimento precoce, outra característica frequente em pessoas com síndrome de Down. Veja abaixo quais são os principais cuidados relacionados à sua alimentação.
 Recém-nascidos
Ao nascer, independentemente da síndrome de Down, o melhor alimento para o bebê é o leite materno. A mãe pode enriquecer o seu leite comendo bastante proteína magra, frutas e verduras à vontade, além de ingerir carboidratos integrais e abusar dos líquidos. Se quiser, também é possível complementar a riqueza natural do leite ingerindo cápsulas de ômega 3, 6 e 9, choline e multivitamínico, que devem ser recomendados por um nutricionista.
O aleitamento materno é também o primeiro “exercício de fonoaudiologia” do bebê, já que seus movimentos são fundamentais para exercitar e fortalecer a musculatura da boca e da mandíbula. Ao sugar o leite da mãe para se alimentar, o bebê já está fazendo o seu primeiro exercício de independência. Sempre deixando a cabeça do bebê mais alta que o resto do corpo, a amamentação também irá prevenir inflamação de ouvidos, algo mais comum em bebês que se alimentam com mamadeira. Além disso, a amamentação também previne a obesidade.
Alimentos pastosos e sólidos
Quando o bebê começar a ingerir alimentos pastosos (papinhas), é fundamental que a mãe evite o uso do liquidificador. Ao comer alimentos amassados com um garfo, a criança não se acostuma a papinhas muito trituradas, o que ajuda a evitar dificuldades de mastigação e deglutição no futuro.
Quando começar a comer alimentos sólidos (como frutas e verduras), o bebê poderá sentir um pouco de constipação. Se a criança não consegue fazer cocô pelo menos uma vez por dia, é preciso verificar se ela está ingerindo líquidos e fibras o suficiente.
Escolhendo os alimentos certos
A diferença entre apetite e gula deve ser trabalhada desde o início: o bebê deve comer até estar satisfeito, mas sem exageros. É importante acostumar a criança desde pequena a alimentos saudáveis, evitando massas, gorduras e doces. De acordo com Zan Mustacchi, geneticista especialista em síndrome de Down, os tubérculos, como batata, cenoura e mandioca, também devem ser evitados. Isso porque os tubérculos prendem o intestino e são muito calóricos, o que pode gerar uma piora na constipação e um aumento de peso desnecessário para as pessoas com síndrome de Down. Já a ingestão de fibras por meio de alimentos como laranja, mamão, pera e linhaça deve ser reforçada, pois facilita a evacuação. 

Alimentação rica em frutas e verduras.
Crédito da foto: Michael Red
Mustacchi também recomenda o consumo de alimentos ricos em zinco e selênio, minerais que têm efeito anti-oxidante e reforçam o sistema imunológico. O zinco está presente em grandes quantidades nas ostras e também em diversos alimentos que podem ser encontrados com mais facilidade, como todos os tipos de carne e oleaginosas (como nozes e castanhas). Já o selênio pode ser ingerido por meio de alimentos como sardinha e castanha-do-pará.
Pesquisas indicam que pessoas com síndrome de Down podem ser mais intolerantes à lactose e ao glúten (doença celíaca), além de uma tendência ao hipotireoidismo. É importante levar a criança regularmente ao médico para verificar se existe algum diagnóstico relacionado a essas questões e ajustar a dieta caso seja necessário.
Alimentos que devem ser evitados:
- farinha branca
- açúcar
- leite de vaca e derivados
Alimentos que devem ser consumidos:
- verduras
- frutas
- fibras
- farinha integral
- arroz integral
- quinua
- chia
-carnes magras
- castanha-do-pará
- sardinha 
Suplementos: consulte um especialista
De acordo com Mustacchi, o ideal é consumir todas as vitaminas por meio da alimentação, pois o corpo absorve aquilo que for necessário e elimina naturalmente os excessos. No entanto, o pediatra ou nutricionista poderá indicar a necessidade de inserir alguns suplementos alimentícios para melhorar  a saúde e a alimentação da criança. Tudo deverá ser dosado para a idade e o peso da criança e prescrito por um profissional. São exemplos de suplementos utilizados:
1) Ômega-DHA: apoio ao desenvolvimento cerebral.
2) Antioxidantes: um dos genes localizados no cromossomo 21 é responsável pela fabricação de radicais livres, os quais geram oxidação das células cerebrais (e do corpo) de pessoas com síndrome de Down. O processo assemelha-se ao de cortar uma maçã ao meio e deixá-la exposta ao ar. Pesquisas revelam que cérebros de pessoas com Down se parecem muito com o cérebro de pessoas com Alzheimer: com placas oxidadas, assim como uma maçã exposta ao ar. Alzheimer’s é doença degenerativa do cérebro que também está associada a genes localizados no cromossomo 21. A fim de evitar esse processo de excesso de oxidação celular, recomenda-se enriquecer a alimentação de pessoas com Down com substâncias antioxidantes, tais como vitamina C, vitamina E e suplementos: curcumin, enzima CQ10, PQQ (pyrroloquinolina quinona), entre outros.
3) Piracetam: medicamento que já está no mercado desde os anos 80, é utilizado para melhorar a fluidez das membranas cerebrais, melhorando a comunicação entre hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Muito utilizado para tratar dislexia também.
4) Multivitaminas: a maior parte das pessoas com síndrome de Down apresenta baixos níveis de certos minerais e vitaminas, tais como zinco, vitamina B12 e selênio. Suplementos são recomendados após avaliação do nível de nutrientes em exame de sangue.
5) 5HTP – 5-Hydroxytryptophan: aminoácido utilizado para elevar os níveis de serotonina e, consequentemente, ajudar nos movimentos peristálticos e evitar constipação;
6) Probióticos: muito utilizados para equilibrar a flora intestinal e melhorar digestão e absorção de nutrientes
7) Phosphatidylcholine: lipídio que faz parte da membrana celular e apóia performance cerebral. Pesquisa da Universidade de Cornell nos EUA encontrou evidência de que bebês com síndrome de Down que ingerem choline desenvolvem benefícios para capacidade emocional e cerebral de longo prazo.
8) TMG: Tri-methyl Glycine, apoio ao ciclo SAM, comprometido em pessoas com síndrome de Down em decorrência da presença de terceiro cromossomo 21.
9) Phosphatidylserine: importante elemento constituinte das células cerebrais, aumenta a produção de acetylcholine, utilizada em sinapses (comunicação entre neurônios).
Fontes:
- Epilepsy: Koskiniemi M, Van Vleymen B, Hakamies L, Lamusuo S, Taalas J. Piracetam relieves symptoms in progressive myoclonus epilepsy: a multicentre, randomised, double blind, crossover study comparing the efficacy and safety of three dosages of oral piracetam with placebo. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1998 Mar;64(3):344-348.
- Aphasia: Kessler J, Thiel A, Karbe H, Heiss WD. Piracetam improves activated blood flow and facilitates rehabilitation of poststroke aphasic patients. Stroke 2000 Sep;31(9):2112-2116
- Dyslexia: – Wilsher CR, Bennett D, Chase CH et al. Piracetam and dyslexia: effects on reading tests. J Clin Psychopharmacol 1987 Aug;7(4):230-237. “Piracetam-treated children showed significant improvements in reading ability (Gray Oral Reading Test) and reading comprehension (Gilmore Oral Reading Test).”
Por Christiane Aquino, com informações da cartilha “Ideias de estimulação para a criança com síndrome de Down, de  Josiane Mayr Bibase Ângela Marques Duarte
- See more at: http://www.movimentodown.org.br/2013/02/alimentacao-de-criancas-com-sindorme-de-down/#sthash.dP893QXs.dpuf

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