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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Brasil ganha 13 medalhas no Mundial de Natação de Síndrome de Down


Seleção Brasileira terminou a 8a edição do Campeonato Mundial de Natação de Síndrome de Down conquistando 13 medalhas, cinco de ouro, seis de prata e duas de bronze. Competição terminou ontem em Truro, no estado de Nova Scotia, no Canadá reunindo mais de 200 nadadores de 24 países com a Austrália conquistando o título de campeã geral do torneio.
                        Caíque Aimoré
A natação para os portadores de Síndrome de Down tem duas categorias, a Mosaico e a T21. No Mosaico, Kelly Antunes venceus três provas (50 peito, 50 borboleta e 100 borboleta) e uma prata (100 livre). Caíque Aimoré foi o maior medalhista da equipe somando seis medalhas sendo cinco pratas (50 costas, 50 livre, 50 peito, 100 livre, 50 borboleta) e um bronze (200 livre).
Na categoria T21 júnior, o jovem David Hermes foi ouro nos 25 livre e 25 borgboleta com um bronze nos 50 costas.
                 David Hermes no pódio
Veja aqui os resultados completos do torneio:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Esportes radicais e seus riscos

esportes radicais
Com uma juventude cada vez mais sedenta de adrenalina, os esportes radicais ganham espaço e com isto aumenta o risco de doenças ou lesões causadas pela prática esportiva.
Na revista Pediatrics de janeiro de 2015, havia um artigo sobre um estudo de caso de um jovem que teve um trauma fechado (sem ferimento) de tórax jogando futebol americano.
O estudo relata sobre um garoto de 16 anos de idade, saudável e que sofreu trauma torácico fechado durante a partida. Ele apresentou um quadro de fibrilação atrial (FA), que se resolveu por conta própria depois de três dias. Seu coração não demonstrou anormalidades e ele não tinha história de arritmia. Enquanto casos de fibrilação ventricular foram relatados quando porretadas ocorre no peito, AF normalmente não é relatada. Os autores sugeriram que, por causa AF ocorre sem outros sintomas, como desmaios e tonturas, pode ser relatada. AF pode levar a taxas ventriculares rápidas e fibrilação ventricular, mesmo com risco de vida, por isso é importante reconhecer AF em casos de trauma torácico fechado. Se o fizer, pode ter implicações para o diagnóstico e prevenção potencialmente fatais fibrilações ventriculares em atletas jovens.
Embora não temos o hábito de praticar futebol americano, jovens brasileiros praticam esportes de contato como futebol, basquete, mas podem ser atingidos por bolas velozes no vôlei, tênis etc. Esportes radicais com skate, bicicleta, patins que estão propensos a queda, também podem causar traumas.
A idéia deste artigo não é impedir que se pratique tais esportes, mas que se use o equipamento de proteção e que haja um limite na busca da “adrenalina”.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Surfista brasileiro cego vira celebridade no Havaí antes de Mundial

Foto de Derek remando em sua prancha no mar calmo
O brasileiro Derek Rabelo está longe de ser um surfista de alto nível. Mas sua história de superação está chamando a atenção do meio esportivo e no último domingo, no Havaí, ele participou de uma exibição do filme que conta sua história. O rapaz nasceu cego, mas mesmo diante de todas as dificuldades, decidiu pegar ondas e realizar um sonho: entrar em um tubo na praia de Pipeline.
A produção "Beyond Sight"Site externo. conta as aventuras do rapaz, que vem de família humilde e teve seu nome dado em homenagem ao famoso surfista havaiano Derek Ho. "Estou muito feliz com o carinho das pessoas aqui no Havaí", disse o rapaz, que na segunda-feira aproveitou para entrar no mar em Pipeline.
O filme tem a participação de nomes consagrados da modalidade, como Laird Hamilton, Mike Stewart, Joel Parkinson, Adriano de Souza, Damien Hobgood, Carlos Burle e o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, que fez questão de participar de uma sessão de surfe com Derek e até colocou uma venda nos olhos para pegar uma onda e ter a sensação de como é surfar sem poder enxergar.
Sem poder enxergar, Derek se guia pelo som do mar e pela ajuda dos companheiros. As dificuldades são enormes e ele teve alguns ilustres professores, como Fabio Castor, o Maru, e Magno Passos, especialista em bodyboard. "Eu acho que servi de inspiração para muita gente e o céu é o limite. Não sei até onde posso chegar", afirmou Derek.
No Havaí, ele caminha pela praia com sua guia tocando na areia, e a outra mão carrega uma prancha. Sua história tem rodado o mundo e emocionado muita gente, tanto que o produtor Bryan Jennings já prepara uma outra produção que terá Derek como personagem. "Vamos fazer um filme com três pessoas que montam touros e três surfistas, mostrando como é cada um dos esportes. O Derek acabou de subir em um touro", conta.
Assista ao trailer do documentário abaixo:

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Em competição no Canadá, nadadores da Seleção Brasileira conquistam medalhas e batem recordes mundiais e das Américas

Nadador Talisson Glock pula na piscina, no Canadá
Brasileiros quebraram dois recordes mundiais e dois das Américas
O Brasil encerrou nesse domingo, 7, a participação no CanAm Swimming Championships, em Edmonton, no Canadá, com muito a comemorar. O grupo formado por nove atletas voltou ao Brasil com 18 medalhas de ouro e três de prata em provas do programa dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Além disso, os brasileiros ainda bateram dois recordes mundiais e dois das Américas.
Os recordes mundiais foram batidos por Caio Oliveira, nos 1500m livre S8, e Daniel Dias, nos 200m peito SB4, provas que não estão entre as que serão disputadas nos Jogos do Rio. Nos dois casos, as novas marcas foram muito abaixo das antigas. Enquanto Caio baixou em mais de 17 segundos a marca que durava desde 2000, e cravou o tempo de 18min22s23, o multimedalhista Daniel Dias foi seis segundos mais rápido que o antigo recorde e completou a distância em 3min21s36. Para Caio, há mais motivos para comemorar: o atleta, além de jovem e promissor, é o primeiro entre os que treinam no Centro de Referência da modalidade, em São Caetano do Sul, a superar o melhor tempo do mundo.
No âmbito continental, mais dois atletas brasileiros reescreveram os melhores tempos nas classes S6 e SB9. Nos 50m costas S6, Talisson Glock passou a ser o mais rápido das Américas com o tempo de 34s40. Nos 200m peito SB9, Matheus Silva cravou 2min52s34 e agora é o dententor do recorde americano na prova. Os dois melhores tempos das Américas foram superados em provas que também não fazem parte do programa paralímpico.
Os recordes são reflexo da boa campanha brasileira da competição em solo canadense. Todos os nove atletas que representaram o Brasil no CanAm conquistaram, pelo menos, duas medalhas. Os maiores vencedores do grupo foram Susana Schnarndorf, Andre Brasil e Vanilton Nascimento, todos com três douradas cada.
A delegação brasileira foi representada por Daniel Dias, Andre Brasil, Carlos Farrenberg, Talisson Glock, Matheus Silva, Vanilton Nascimento, Caio Oliveira, Camille Rodrigues e Susana Schnarndorf, todos integrantes da Seleção Brasileira principal da modalidade. Além do Brasil, o campeonato teve representantes das seleções francesa e coreana, e de clubes americanos, canadenses e ingleses. Ao todo, foram mais de 130 atletas disputando a competição.
Time São Paulo
Os atletas Daniel Dias, Andre Brasil, Carlos Farrenberg, Talisson Glock, Matheus Silva e Vanilton Nascimento são integrants do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado do Direito das Pessoas com Deficiência de São Paulo que beneficia 36 atletas e oito atletas-guia de nove modalidades.
Time Rio
Os atletas Susana Schnarndorf, Camille Rodrigues e Caio Oliveira são integrantes do Time Rio, parceria entre o CPB e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que beneficia atletas paralímpicos de alto rendimento.
Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Rafael Maranhão
Ivo Felipe
Nádia Medeiros
Rafael Moura
Thiago Rizerio
Adriano Belmiro (estagiário)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Paradesporto Brasil garante o 3º lugar no Mundial de Natação para Síndrome de Dow


Destaque para Kelly Antunes (oito ouros) e Caíque Aimoré (três ouro e quatro bronzes)

Caíque Aimoré posa sorridente com suas sete medalhas conquistadas no Mundial - DivulgaçãoTerminou no último fim de semana em Morelia, no México, o 7º Campeonato Mundial de Natação para Síndrome de Down, organizado pela Down Syndrome International Swimming Organisation (DSISO). A competição, que acontece de dois em dois anos, é a principal da categoria, e esta foi a maior edição até agora, com mais de 200 atletas de 23 países.

A equipe brasileira, que contou com 25 nadadores, conquistou 15 medalhas: 11 de ouro e 4 de bronze, garantindo o 3º lugar no quadro geral de medalhas. Os medalhistas e destaques brasileiros foram Kelly Antunes e Caíque Aimoré, ambos bicampeões na classe Mosaico.

Kelly conquistou oito ouros (50, 100 e 200m peito; 50 e 100m livre, 50 e 100m borboleta; e 200m medley), e Caíque três ouros (50 e 10m livre; e 50m peito) e quatro bronzes (50m borboleta, 100m peito, 100m costas e 200m medley), em provas de piscina curta.

A próxima edição do Mundial DSISO acontece em 2016, na Itália.

Assista abaixo à conquista do bicampeonato mundial DSISO de Caíque Aimoré nos 50m livre 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Nadadores lusos com síndrome de Down trazem mais três medalhas

Portugal terminou esta sexta-feira a participação no 7.º Campeonato do Mundo para nadadores com síndrome de Down (DSISO) que decorreu em Morelia, no México, com a conquista de mais três medalhas.

No quinto e último dia de competição, os heróis do dia foram João Vaz (Sporting) e José Vieira (Louletano) que na prova de 200 metros bruços arrecadaram as medalhas de prata e bronze respetivamente, e também a jovem Diana Torres (CDA Porto), que conquistou o bronze com um novo recorde da Europa de juniores nos 200 metros costas.

Referência ainda para as boas prestações de Ana Castro (CN Maia) nos 200m Costas e 800m Livres, Filipe Santos (O2 Portimão) nos 50m Livres e 100m Mariposa e a estafeta feminina de 4x50m Livres com Diana Torres, Adriana Reis, Carina Moreira e Ana Castro.

Portugal encerrou assim esta participação com um total de cinco medalhas (duas de prata e três de bronze), dois recordes do mundo e mais quatro da Europa, para além de quatro recordes nacionais e 24 lugares entre os oito finalistas, o que representa a melhor prestação de sempre em mundiais DSISO.

A Austrália foi uma vez mais a potência dominadora, com um total de 46 medalhas.