quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Crianças leem para cães que sofreram maus tratos e os ajudam a interagir com humanos


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A doçura das crianças prova, mais uma vez, o seu poder regenerador.

No Estado do Missouri (EUA), elas estão ajudando cães que sofreram maus tratos a perderem o medo e a interagirem com os humanos através da leitura de um pequeno livrinho.
A iniciativa do abrigo Shelter Buddies Reading Program pretende com isso livrá-los de traumas profundos e encaminhá-los para a adoção.
“Nós queríamos ajudar nossos cachorros tímidos e medrosos sem forçar a interação física com eles, e observar o efeito positivo que isso poderia ter”, explicou Job Klepacki, diretor do programa ao site The Dodo“Ouvir uma criança ler pode realmente confortar esses animais. “É incrível a resposta que temos visto nos animais”, completa.
Antes de conhecerem os animais, as crianças participam de um programa de treinamento de 10 horas e só depois se sentam em frente do canil de algum cão para fazer a leitura.

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Todas as imagens: Missouri Humane Society

Conheça os playgrounds mais incríveis do mundo

Separamos uma lista com alguns dos parques mais incríveis do mundo. Tem opção para todos os gostos: parques mais lúdicos, mais radicais, temáticos… Confira a lista:
Formiga Gigante
Este playground fica dentro de um parque florestal, antiga reserva de caça, na Dinamarca. O principal brinquedo é uma escultura de formiga gigante, com 8 metros de  altura.
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No Reino Unido, este playground horizontal é uma enorme gaiola de metal, com plataformas internas onde até 30 crianças podem brincar ao mesmo tempo.   
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Torre de brincarNa Áustria, o espaço cria a sensação de estar flutuando, por conta da vista e do tipo de brinquedo.
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City MuseumNos EUA, esta um parque infantil no meio da cidade. Lá, há uma casa na árvore gigante e um escorregador em espiral, além dos aviões onde as crianças podem entrar.
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Woods of NetNo Japão, este parque é uma enorme e colorida rede, onde as crianças podem subir, pular, sair, como se estivessem em uma teia.
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GulliverNa Espanha, este parque recria a passagem famosa do livro “As Viagens de Gulliver”. É possível subir no brinquedo, e entrar dentro.
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Seja em playgrounds como esses, em parques, praias, praças, espaços para a brincadeira certamente não faltam. O segredo é oportunizar a ida das crianças a esses locais, especialmente aqueles ao ar livre, e deixá-las brincar e se divertir!

Parece que o bebê regrediu. Será que não está se desenvolvendo bem?

O desenvolvimento é marcado por períodos de regressão. Quais seriam alguns desses momentos? Como lidar com eles?
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É comum que os pais se questionem sobre o desenvolvimento do bebê e identifiquem momentos ou mesmo situações em que parecem que os pequenos regrediram. Será que é assim mesmo? E isso é ruim?
O pediatra e psiquiatra americano, Joshua D. Sparrow*,  afirmou que o desenvolvimento infantil é marcado por momentos de regressão. De acordo com ele: “As crianças, antes de conquistarem algo grande como engatinhar, andar ou falar, passam por fases bem complicadas mesmo, de regressão temporária. Essas fases começam ainda dentro do útero e vão até os seis anos de idade, mais ou menos.” Essa afirmação se baseia numa pesquisa realizada por outro pediatra, Thomas Berry Brazelton*, que durante 50 anos observou cerca de 25 mil crianças. 
De acordo com esses especialistas, um dos primeiros momentos críticos de regressão pode ocorrer com o bebê, de 4, 5 meses de vida. Ele começa a enxergar mais longe e passa a se distrair com facilidade, pois está “descobrindo o mundo”, o que tende a dificultar sua alimentação.  Outro momento ocorre entre os 9 e os 13 meses, quando o desejo de engatinhar e de andar deixa os bebês tão excitados que o período de sono se reduz. Por vezes, até durante a noite os bebês acordam, para praticar esses movimentos. As dicas, nesse caso, são para insistir na introdução de alimentos novos – no caso de bebês que não se alimentam apenas de leite materno (pode-se demorar de 10 a 15 vezes para que o bebê aceite o novo sabor) – e ainda propor que eles participem da refeição podendo segurar uma colher nas mãos ou mesmo experimentar os alimentos com a própria mão. E, quando o sono está alterado, a sugestão é tentar acalmar o bebê no próprio berço, sempre com músicas e conversas num tom de voz tranquilo e seguro. Dr. Sparrow sugere evitar duas atitudes nesses casos: forçar o alimento na boca do bebê e levá-lo para dormir na cama junto aos pais.
Quando questionado sobre a importância de estimular a criança, o Dr. Sparrow disse preferir indicar “uma interação sensível e responsável” do adulto com a criança, na qual a observação do comportamento dessa possa dar pistas daquilo em que ela já pode avançar. Como sugestões dessa interação, conversar, cantar, brincar e ler para a criança, da forma mais natural possível e contribuindo para sua autonomia!
* Trabalha com o Dr. Thomas Berry Brazelton responsável por criar uma escala para avaliar a qualidade de respostas de recém-nascidos a estímulos visuais, auditivos e motores. Sparrow dirige, hoje, o Brazelton Touchpoints Center, ligado ao Boston Children’s Hospital.

CRIANÇAS CRIAM PROPOSTAS PARA FAZER DA CIDADE UM LUGAR MELHOR

O que é? O Jaê é um projeto que ouviu as sugestões, críticas e desejos das crianças têm sobre cidade de São Paulo. As atividades foram realizadas em 18 telecentros e nove praças com wi-fi livre e registradas em programas de rádio com a participação de mais de 300 crianças e adolescentes de idade entre 6 e 18 anos.
Olhar e imaginar a cidade
“Precisa ter espaço para brincar em lugares onde não há ruas e pessoas que andem de carro. Também precisava de quadras para os meninos brincarem de bola.” Esse é Gustavo, 11 anos, morador da Cohab Taipas, bairro da zona norte de São Paulo. Ele foi uma das crianças que participaram da oficina de rádio no telecentro Érico Veríssimo, promovida pelo Jaê, um projeto que trabalha com os desejos e percepções das crianças sobre a cidade. Além das oficinas, também foram feitas audições em praças com wi-fi livre em encontros para compartilhar e discutir aquilo que foi produzido nos telecentros
No telecentro da biblioteca Helena Silveira, as crianças criaram propostas para construir a cidade que elas desejam, como um “canto de saúde” e um sistema de compartilhamento de bicicletas gratuito. “Tudo é público, tudo é simples, nada de gastar muito dinheiro”, explica Bruno, 10 anos. As oficinas foram realizadas semanalmente e os encontros nas praças quinzenalmente.
O projeto Jaê foi criado pelo Cala a Boca Já Morreu e selecionado pelo edital Redes e Ruas da Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a de Direitos Humanos e Serviços. Desde 1995 a associação sem fins lucrativos busca criar oportunidades para democratizar o acesso aos meios de produção de comunicação. Além de ouvir como os desejos dos jovens para a cidade, eles também ouviram críticas aos equipamentos municipais.

Crianças mapeando os equipamentos públicos de Cohab de Taipas, zona norte de São Paulo
Crianças mapeando os equipamentos públicos de Cohab de Taipas, zona norte de São Paulo
Leonardo, também 11 anos, acha que o posto de saúde de Aricanduva podia atender melhor à comunidade. “Qualquer pessoa que fica doente vai lá e tem poucos médicos, poucos remédios. Sempre tem que comprar remédio porque nunca tem remédio”, critica. No levantamento dos temas mais citados pelas crianças e adolescentes, as palavras professor, médico, escola e parque aparecem com destaque.
As oficinas seguiam um roteiro que começa com o mapeamento dos equipamentos de saúde, educação, moradia, transporte, lazer e segurança feito com base nas relações das crianças com esses lugares. Depois disso, elas identificam a partir do mapa o que elas gostam ou não e elaboram propostas para a cidade. Os programas de rádio produzidos nos telecentros e praças estão disponíveis para streaming e download na página do Jaê.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Jovem com paralisia cerebral passa no exame da OAB


Sempre vai ter quem nos diga que algo é impossível e sempre vai ter quem nos prove que nada supera o esforço e dedicação para se alcançar um sonho.
Desde seu nascimento, em 14 de setembro de 1991, a pernambucana Melissa Campello desafia prognósticos, tendo médicos ditos que ela viveria como um “vegetal”.
Após um parto difícil e prematuro ao lado de sua irmã gêmea, Mel viveu ano após ano e venceu o bullying, a falta de acessibilidade para cadeirante e os comentários preconceituosos sobre sua paralisia cerebral.
Mas a maior conquista dela estava por vir. Este ano ela passou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com uma uma nota de 8.6 no 18° Exame de Ordem Unificado.
“Achei a prova fácil. Durante o teste, ainda podia usar mais uma hora, mas acabei antes”, explicou em entrevista ao Só Notícia Boa.
Durante o curso – Mel formou-se em direito pela Faculdade Guararapes no ano passado – ela chegou a escutar de professores: “Você já fez muito concluindo o curso de direito”, como se a aprovação na OAB fosse algo inalcançável.
Como Mel não consegue escrever, ela utiliza um computador que a escuta e trasncreve o que fala. No dia da prova uma fiscal fez esse papel. “A ajuda de minha professora Schanmkypou Bezerra foi fundamental”, disse.
“Minha filha é uma gladiadora, uma guerreira, fortaleza, exemplo de coragem para muita gente que fica inventando desculpas para não seguir crescendo”, elogia a mãe.
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