sexta-feira, 8 de maio de 2015

A terceirização e a Lei de Cotas


A terceirização traz riscos à lei de cotas, às CIPAS, aos SESMTS, à aprendizagem profissional e à prevenção de acidentes de trabalho.
A Lei de Cotas que garante reserva de vagas aos trabalhadores com deficiência pode estar com os dias contados para perder seus efeitos, caso for aprovado no Senado o texto do PL 4330 aprovado na Câmara e que escancara a terceirização para qualquer atividade e em qualquer empresa.
E o cálculo é muito simples: atualmente a lei de cotas pode garantir emprego a 1,1 milhão de pessoas com deficiência, já computado o efeito da Lei Brasileira da Inclusão, relatada pela Deputada Federal Mara Gabrilli e aprovada na Câmara dos Deputados em 05/03/2015.
A própria Deputada Mara Gabrilli votou duas vezes contra o projeto da terceirização, no mês de abril quando ele entrou em pauta. Coerente com a defesa da lei de cotas ela viu no PL 4330 um “tiro no pé” dos direitos das pessoas com deficiência, que ficarão mais longe do mercado formal de trabalho.
Como a lei de cotas está baseada em reserva de vagas de acordo com a faixa de trabalhadores diretos das empresas, à medida que os serviços são terceirizados restringe-se a obrigatoriedade da reserva legal, prejudicando toda a coletividade trabalhadora.
Além do prejuízo à lei de cotas, o PL 4330 produz impactos negativos no funcionamento das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho – CIPAS, no Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMTS, cujo dimensionamento estão calculados sobre o número de empregados diretos das empresas, agravando ainda mais os riscos de acidentes de trabalho e doenças profissionais nas empresas brasileiras.
O PL 4330 é tão ruim que provoca efeitos negativos até na formação profissional dos jovens brasileiros, porque como existe uma regra das empresas terem que propiciar aprendizagem profissional (5% a 15%) sobre os trabalhadores cujas profissões exigem formação prévia, na terceirização eles desaparecerão ou diminuirão, deixando as escolas do Sistema “S” (SENAI, SENAC, SENAR, SENAT, SESCOOP) esvaziadas e sem alunos que deveriam estar ali mantidas pelas empresas.
É preciso dizer também que a aprovação do PL 4330/2004 vai contra a Agenda do Trabalho Decente preconizada pela OIT (organização Internacional do Trabalho), a qual também foi aprovada pelo Congresso Nacional, para que o Brasil passasse a ser signatário.
Não é só a lei de cotas que está em risco com o PL 4330. A terceirização fragiliza a negociação coletiva, retira direitos, achata o poder aquisitivo dos trabalhadores e precariza as relações de trabalho.

Cabeleireiro cria salão móvel em van para atender pessoas com deficiência

Salão de beleza delivery:
  • Serviço percorre o Distrito Federal para atender deficientes físicos
  • Com investimento baixo, empreendedor triplicou faturamento
  • Clientes aprovam comodidade e evitam inconvenientes
  • Consultora diz que negócio requer investimento em marketing
Após ouvir de um cliente cadeirante que era a sexta vez que tentava entrar em um salão de beleza, mas não conseguia –por causa da falta de acessibilidade–, o empresário José Valente, 44, decidiu criar um serviço itinerante para deficientes físicos, o Acessibilidade Cabeleireiro Delivery.
O empresário José Valente, 44, criou um serviço de cabeleireiro itinerante para atender deficientes físicos no DF, o Acessibilidade Cabeleireiro Delivery. Foto: Jéssica Nascimento/UOL
O empresário José Valente, 44, criou um serviço de cabeleireiro itinerante para atender deficientes físicos no DF, o Acessibilidade Cabeleireiro Delivery. Foto: Jéssica Nascimento/UOL
A van adaptada percorre todo o Distrito Federal e conta com equipamentos profissionais que podem ser encontrados em um estabelecimento comum, desde o lavatório até os acessórios. Essa infraestrutura, segundo ele, é o que diferencia seu negócio do serviço prestado por cabeleireiros que atendem nas casas informalmente. Corte, pintura e hidratação são alguns dos serviços oferecidos.
O investimento total foi de R$ 60 mil. Segundo José Valente, o faturamento triplicou em relação ao período em que trabalhava em um salão de beleza. “Atendo cerca de 30 clientes por mês, o que dá R$ 4.500. Não há concorrência, pois sou o único do DF que vai de van até a casa das pessoas para prestar o serviço”, diz. No salão, ele faturava R$ 1.500. A van funciona há apenas nove meses.
O cabeleireiro diz que há uma relação de confiança entre ele e os clientes. “Atendo pessoas com diversas deficiências, algumas que não conseguem nem sair da cama. Corto, faço mexas nos cabelos e hidrato. Todo o serviço é feito com muito carinho. Muitas vezes, viro parte da família.”
Cadeiras adaptadas, tesouras, secadores, produtos químicos e até um lavatório são levados na van. A água vem de um galão, que também é transportado. “Levamos também um aspirador para limpar os cabelos cortados que ficam no chão. Nossa missão é levar praticidade e conforto para os clientes”, afirma.
Serviço evita situações constrangedoras, diz cliente
O estudante Leonardo Alencar, 27, é cadeirante há seis anos. Em uma brincadeira com amigos, ele pulou em uma piscina e bateu a cabeça no fundo, fraturando uma vértebra. Desde então, o jovem sofre dificuldades quando precisa ir até um salão de beleza para cortar o cabelo. Ele diz que não há rampas nos estabelecimentos da região.
O empresário José Valente prepara os cabelos do cliente Leonardo Alencar, que é cadeirante há seis anos. Foto: Jéssica Nascimento/UOL
O empresário José Valente prepara os cabelos do cliente Leonardo Alencar, que é cadeirante há seis anos. Foto: Jéssica Nascimento/UOL
“Quando tenho que ir sozinho, preciso da boa vontade das pessoas. A maior dificuldade é ter que sair da cadeira de rodas para sentar na do salão. É bem complicado, as pessoas não se preocupam com acessibilidade”, diz o jovem.
Quando soube do serviço, Leonardo logo telefonou para Valente. “Achei a iniciativa maravilhosa, nunca tinha pensado nisso. Além de evitar situações constrangedoras, é bem mais confortável cortar e lavar o cabelo dentro da minha própria casa.”
Empreendedores Delivery devem investir mais em marketing
De acordo com o Sebrae (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa), levar os serviços de beleza aos consumidores tem se mostrado um novo nicho de mercado. Pessoas com necessidades especiais, executivas, mães com crianças pequenas e idosos são clientes potenciais desses serviços e se mostram interessados na comodidade.
O empresário José Valente lava os cabelos do cliente no lavatório adaptável à altura da cadeira; o equipamento é levado até o local de van, junto com o galão de água, de onde sai a mangueira. Foto: Jéssica Nascimento/UOL
O empresário José Valente lava os cabelos do cliente no lavatório adaptável à altura da cadeira; o equipamento é levado até o local de van, junto com o galão de água, de onde sai a mangueira. Foto: Jéssica Nascimento/UOL
A coordenadora nacional do Sebrae Andrezza Torres, no entanto, ressalta que os empreendedores delivery devem se preocupar mais com a divulgação do serviço, pois, de maneira geral, não há um ponto de atendimento (loja) que facilita a atração de clientes espontâneos, que passam em frente ao local.
Segundo a consultora, também é necessário cumprir e esclarecer aos clientes todas as normas de segurança seguidas. “Mesmo que o serviço seja realizado na casa ou trabalho do cliente, é necessário que se tenha uma base de operação onde os materiais serão esterilizados e higienizados.”

‘Enxergo a beleza pelos sons’, afirma jovem cego que toca 7 instrumentos

Luan Fadel, de 13 anos, mora em Guarapuava e não enxerga desde bebê. Ele pratica esportes, interage na internet e pretende cursar direito.
Dos primeiros dias de vida até hoje, aos 13 anos, Luan Fadel dá exemplos de superação. Cego, o adolescente de Guarapuava, na região central do Paraná, toca sete instrumentos musicais. No piano, sua paixão desde criança, ele vai de Ballade pour Adeline a Avicii. Luan também canta, inclusive em inglês. “Enxergo a beleza através dos sons”, explica.
Exemplo de superação: Luan toca sete instrumentos musicais (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
Exemplo de superação: Luan toca sete instrumentos musicais (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
O adolescente tem quase todos os instrumentos que toca: piano, violão, guitarra, gaita, teclado e bateria. Só falta a gaita de fole. Ele conta que aprendeu a gostar de música com o pai. “Temos em casa três pianos: dois de madeira e um elétrico”, conta. De acordo com Luan, os sons variam de um para outro. O piano preferido é o de madeira que fica em um quartinho no quintal.
Sem tempo
Apesar de passar boa parte do dia se dedicando à música, ele também gosta de fazer outras atividades.
Ele luta judô, faz natação e ainda anda de bicicleta. Para ele, o esporte é tão importante quanto a música.
O adolescente lamenta não poder jogar futebol com os amigos, mas diz que se contenta em ouvir narrações de partidas pelo rádio.
“Os narradores nos transmitem uma emoção enorme. No rádio, a gente ouve detalhes que a televisão não dá. É como se eu enxergasse por 90 minutos”, explica.
Para a televisão, Luan conta que não dá muita atenção. Quanto a filmes, o adolescente garante que se esforça. “Só não tem condição os filmes do Charlie Chaplin!”, brinca. Mas ele ainda prefere os vídeos do Youtube.
O piano é o instrumento musical predileto do adolescente de Guarapuava (Foto: Alana Fonseca/G1)
O piano é o instrumento musical predileto do adolescente de Guarapuava (Foto: Alana Fonseca/G1)
Como qualquer adolescente, Luan passa horas na internet. Ele decorou todas as teclas do celular e do computador. A agilidade é tanta que a voz que sai dos aparelhos – e que deveria guia-lo – chega a se perder. Sem contar que, mesmo sem enxergar, ele consegue tirar fotos quase perfeitas das pessoas.
Quase todos os dias da semana, ele vai à Associação dos Pais Amigos DeficienteVisual (Apadevi). Lá, ele se dedica ao artesanato, ao teatro, tem reforço escolar e também aprende como realizar atividades do dia a dia sozinho, como arrumar uma cama. Luan frequenta o local desde os sete meses de idade.
“Nós, cegos, sempre damos um jeito de fazer as coisas. A minha deficiência não me impede de fazer quase nada”, garante. Dirigir é a única atividade que ele lista como impossível. “Mas meu pai sempre diz que, se eu quiser, posso ser piloto de avião porque no céu não tem no que bater”, relata.
Choque
A mãe, Fátima Grott Arruda, de 42 anos, nem acredita na quantidade de atividades que o filho faz todos os dias. “Ele não para”. Quando soube que Luan era cego, logo que o menino nasceu, Fátima teve medo de que o menino não conseguisse levar uma vida normal.
A mãe temeu mais ainda pelo fato de o irmão gêmeo enxergar perfeitamente. Os bebês nasceram antes dos sete meses. O parto prematuro prometia complicações, mas as sequelas acabaram afetando apenas Luan.
'Eles sempre caminharam juntos', diz a mãe dos gêmeos (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
‘Eles sempre caminharam juntos’, diz a mãe dos gêmeos (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
Apesar de os recém-nascidos terem ficado quase três meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a deficiência física do menino foi notada pelos pais apenas em casa. “Um dia, meu marido colocou os dois em um colchão no sol. O Lucas não conseguia olhar diretamente para a luz, se batia. O Luan, sim. Foi, então, que notamos que havia algum problema com ele”, lembra.
A dona de casa conta que quase entrou em depressão, principalmente porque teve uma gravidez tranquila. “Eu quase me entreguei; fiquei forte depois porque tinha que cuidar dos meus filhos”, explica. Então, aos poucos, Fátima e o marido começaram a aceitar a deficiência de Luan e a tratá-lo da mesma maneira que Lucas. “Eles caminharam sempre juntos”, diz.
Desde pequenos, os dois frequentam a mesma escola. As apostilas de Luan são passadas para braile e ele tem acesso aos conteúdos didáticos em áudio. “Aprendemos a mesma coisa”, explica o irmão Lucas.
Até pouco tempo, uma auxiliar ajudava Luan em pequenas tarefas, como pegar objetos na mochila e levá-lo ao banheiro. “Hoje, tento fazer as coisas mais sozinho. Afinal, uma hora vou para a faculdade e aí quero ser mais independente”, planeja. Mesmo no 9º ano do ensino fundamental, ele já tem o futuro bem definido.

Planos
Luan quer cursar direito. O adolescente se inspirou no desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, que também é cego.
'Quero mostrar que nós não temos limites para trabalhar. E nem para viver', diz Luan (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
‘Quero mostrar que nós não temos limites para trabalhar. E nem para viver’, diz Luan (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
“Assim como ele, quero mostrar a todos que o cego pode e deve ser mais incluído na sociedade, principalmente em cargos assim. Quero mostrar que nós não temos limites para trabalhar. E nem para viver”, afirma.
Por fim, Luan garante que ainda não tem uma namorada. “Mas vou escolher uma bem bonita”, diz. De acordo com ele, a beleza de uma mulher também é medida por sua voz. “Para mim, mulheres bonitas são as que têm voz bonita”, explica.

sábado, 18 de abril de 2015

10 lindas imagens de crianças especiais

Lindos e fofos!
É impossível ver imagens como essas e não sorrir. Esses pequenos já nasceram guerreiros.
garotinha com síndrome de down
Imagem extraída da fan page Kids With Down Syndrome
garotinha amputada da perna
Imagem: Handicap Persons Marriage Point (Facebook)
garotinho com síndrome de down
Imagem extraída da fan page Kids With Down Syndrome
gêmeas com síndrome de down
Gêmeas com síndrome de down (Imagem extraída da fan page Kids With Down Syndrome)
garotas com câncer
A fotógrafa Lora Scantling, de Bethany, Oklahoma, nos Estados Unidos, fez ensaio de crianças com câncer para campanha de conscientização.
garotinho com síndrome de down
Imagem extraída da fan page Kids With Down Syndrome
garotinho cadeirante
Garotinho cadeirante
garotinha com síndrome de down
Imagem extraída da fan page Kids With Down Syndrome
garotinho com síndrome de down
Imagem extraída da fan page Kids With Down Syndrome
menino e menina com síndrome de down
Imagem extraída da fan page Kids With Down Syndrome

Após morte da esposa, homem com paralisia cerebral cuida dos filhos sozinho

Cris com três de seus quatro filhos (Fotos: Reprodução/Mirror)
Cris com três de seus quatro filhos (Fotos: Reprodução/Mirror)
Um homem com paralisia cerebral cuida de seus quatro filhos sozinho, depois que sua esposa faleceu em Bury, na Inglaterra.
A dona de casa Lianne Hindle, de 37 anos, morreu depois de sofrer uma parada cardíaca no hospital North Manchester, três horas depois de dar à luz no dia 15 de dezembro do ano passado.
Segundo o jornal britânico Mirror, o hospital está sob investigação pelo fato de três mães e sete bebês terem morrido em um período de apenas oito meses.
O pai, Cris Barnes, de 40 anos, entrou com uma ação para evitar que outra tragédia aconteça. “Algo tem que ser feito. Isso não é certo”, relatou o pai.
Barnes cuida dos quatro filhos do casal, Zac de 9 anos, Morgan, 15, Louie, de 7, e  Poppy, com três meses
Barnes cuida dos quatro filhos do casal, Zac de 9 anos, Morgan, 15, Louie, de 7, e Poppy, com três meses