segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Educação Inclusiva nos últimos 25 anos

O Movimento Down, com o apoio da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da OAB RJ, do Coletivo de Advogados do Rio de Janeiro, Comissão OAB vai à escola e do Instituto Alana, realiza o evento “A Educação Inclusiva nos últimos 25 anos” que conta com palestras e debate para discutir a educação inclusiva no Brasil.
Confira a programação abaixo:


Eventão 2


Mais uma jovem com síndrome de Down aprovada na universidade



O número de jovens com síndrome de Down ingressando e terminando faculdades é cada vez maior para a alegria de pais, mães e familiares orgulhosos. No ano de 2015, quem vai engrossar essa lista é a Bianca Dias Tagliacozzo, moradora de Indaiatuba, São Paulo.
A jovem, de 18 anos, que sempre estudou em escola regular, foi aprovada na primeira chamada da universidade e vai cursar Educação Física. A escolha pelo curso aconteceu porque Bianca é apaixonada por esportes e academia.
O Movimento Down conversou com a Bianca para saber quais as suas expectativas.
- Bianca, o que vocês espera da faculdade?
Eu espero ter o conhecimento e mentalidade de educador físico. Aprender várias coisas de educação física e de academia.
- O que você achou da prova do vestibular?
Difícil, mas entendi os temas.
- Está ansiosa para começar as aulas?
Claro que sim. Não vejo a hora de começar porque estou ansiosa para saber como é na faculdade.
Boa sorte na sua nova jornada, Bianca!
Confira aqui a lista dos jovens que entraram ou já concluíram o ensino superior no Brasil.

Inclusão leva à Universidade. E além.

Jessica Figueiredo, graduada na faculdade de Fotografia em 2013 em Brasília.
Jessica Figueiredo, graduada na faculdade de Fotografia em 2013 em Brasília.

A cada novo vestibular vem aumentando o número de jovens com síndrome de Down que entram no ensino superior, o que muitos imaginavam impossível há poucos anos. No Brasil, tenho notícia de 27 (lista abaixo).
Débora Seabra, do Rio Grande do Norte, foi a pioneira. Em 2004 tornou-se a primeira professora habilitada a dar aulas na América do Sul. Ana Carolina Fruit, de Joinville, se formou em Pedagogia e também fez especialização. Outra que quis trabalhar com educação foi Erica Nublat, de Brasília.
Alguns rapazes preferiram Educação Física, como João Vitor Silverio de Curitiba, Humberto Suassuna de Recife e Bruno Knigel, de São Paulo. Outros escolheram artes, moda, história, geografia, turismo, gastronomia… Jessica Figueiredo, de Brasília, passou para três vestibulares esse ano! Escolheu o curso de fotografia.
Mais do que um rito de passagem, o sucesso acadêmico destes jovens, ao mesmo tempo que traz uma onda de otimismo e euforia para familiares e professores – e os próprios alunos com síndrome de Down – reforça duas certezas que nós mães e pais desses alunos temos: nada é impossível e o único caminho que levará nossos filhos a atingirem toda a sua potencialidade é a inclusão.
Todos esses jovens citados acima frequentaram escolas comuns. Tinham em seus companheiros estímulo para se esforçarem, como conta a mãe de Jessica, Ana Claudia Figueiredo: “Acho que por ela ter estudado em um regime de ensino regular, sempre conviveu com esse ambiente já no colégio. Por isso se interessou muito em prestar vestibular”.
Que motivação teriam se estivessem em escolas especiais, onde as expectativas são muito menos ambiciosas?
Não quero dizer com isso que todos os jovens com síndrome de Down devam ter como objetivo de vida chegar à universidade, nem que os que passaram por essa elapa sejam melhores do que os que não tentaram ou tentaram e não conseguiram. Afinal, quantos jovens brasileiros sem deficiência não passam no vestibular por falta de oportunidade interesse ou qualquer outro motivo, e nem por isso são piores ou melhores do que outros jovens?
Mas com a oportunidade de estudar, o indivídou vai descobrindo o mundo, conhecendo novas pessoas, encontrando seus talentos, desenvolvendo todo o seu potencial para direcioná-lo para um trabalho que o complete e satisfaça, alcançando assim uma vida produtiva e feliz.
A mensagem que quero deixar é que SIM, vale a pena investir na educação regular de alunos com síndrome de Down. Há desafios, mas comprovamos dia após dia que, com vontade e bons professores, os obstáculos vão caindo um a um. Nossos filhos têm o mesmo direito que qualquer estudante a receber uma educação de qualidade na escola regular mais próxima às suas casas. A nós pais, cabe garantir que esse direito seja exercido, com o apoio do Ministério Público, se for necessário.
O caminho nem sempre é fácil, mas, como nossos filhos, precisamos ser perseverantes e confiar em nossas convicções.
Abaixo, alguns dos jovens com síndrome de Down que entraram, estão cursando ou terminaram o nível superior.

1 – Debora Seabra – Curso Normal – Natal, RN
2 – Humberto Suassuna – Educação Física – Recife, PE
3 – Joao Vitor Silverio – Educação Fisica – Curitiba, PR
4 – Erica Nublat – Pedagogia – Brasília, DF
5 – Ana Carolina Fruit – Pedagogia, com pós – Joinville. SC
6 – Henrique Bezerra – Historia - Maceió, AL
7 – Florença Sanfelice – Artes cênicas – Porto Alegre, RS
8 – Samuel Sestaro – Moda – Santos, SP
9 – Priscila Silveira – Gastronomia – Santos, SP
10 – Kalil Tavares – Geografia – Goiânia, GO (federal)
11 – Jessica Figueiredo – Fotografia e Moda – Brasília, DF
12 – Marina Marandini – Artes – Rio Grande, RS (federal)
13 – Bruno Knigel – Educação Física – São Paulo, SP
14 – Amanda Ferreira – Pedagogia – Recife, PE
15 – Amanda Amaral – Biologia – Vitória da Conquista, BA
16 – Bruno Ribeiro – Turismo – Recife, PE
17 – Gabriel Nogueira – Teatro – Pelotas, RS (federal)
18 – Henrique Cavalcante – História – Marechal Deodoro, AL
19 – Robson Deola – Tecnólogo em Gestão Pública – Irani, SC
20 – Andrielli Machado – Educação Física – Lajeado, RS
21 – Aline Hélio Figueiredo Terrinha – Direito – Belo Horizonte, MG
22 – Susana Roseli Bernardi – Moda, São Paulo, SP
23 – Benjamim Saidon – Gastronomia, São Paulo, SP
24 – Laura Reis – Gastronomia, São Paulo – SP
25 – Kiko Buzar- Turismo, São Luis – MA
26 – Pedro Carrera – Gastronomia, São Paulo – SP
27 – Genilson Protasio Filho – Técnico em Informática - São Luis – MA
28 – Tatiana Rotelli – Gastronomia – Santo Antônio do Pinhal – SP
29 - Bianca Dias Tagliacozzo – Educação Física – Indaiatuba – SP

TOM São Paulo:será neste próximo fim de semana saiba como participar


Entre os dias 28 e 30 de novembro, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo promove o evento TOM São Paulo, nas dependências do Departamento de Engenharia de Produção da Poli/USP.
 
O objetivo da iniciativa é reunir, em um único espaço, cerca de 70 convidados, especialistas com e sem deficiência de diferentes áreas de atuação, como engenheiros, médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, designers, profissionais de TI e arquitetos, entre outros, para elaboração de projetos/protótipos que aperfeiçoem ajudas técnicas já existentes ou que criem novas soluções, viáveis e replicáveis.
 
Institutos especializados em tecnologias para pessoas com deficiência, como Rede Lucy Montoro, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Laramara, Senai, CTI Renato Archer, entre outros, participam das equipes multidisciplinares responsáveis pelo desenvolvimento das soluções para os seis desafiosapresentados e selecionados com base em levantamento feito com entidades, pessoas com deficiência, profissionais e especialistas.
 
A ideia é que as equipes projetem e construam as soluções durante os três dias de evento. Para tanto, durante as atividades, serão utilizados equipamentos como notebooks, impressoras 3D e ferramentas em geral.
 
O acompanhamento das ações referentes ao TOM São Paulo pode ser realizado pela páginawww.facebook.com/groups/TOM.SP/.

O Brasil será o segundo país a realizar o TOM. Entre os dias 29 de junho e 01 de julho deste ano, o evento aconteceu em Israel, na cidade de Nazaré. O vídeo com imagens dessa primeira edição pode ser conferido no site da versão nacional: http://tom-sp.org
 
O nome TOM – Tikkun Olam Make-A-Thon vem de Tikkun Olam, usado no Mishná (obras do Judaísmo Rabínico) no século 2 dC, e se refere à legislação social pública que protegia as pessoas que estavam potencialmente em desvantagem. Em seu contexto moderno, Tikkun Olam é associado com o trabalho de justiça social; é uma frase hebraica que significa "reparar o mundo".

Acompanhe os preparativos para o TOM São Paulo pelo grupo do facebook: www.facebook.com/groups/TOM.SP/.
 

Estado de São Paulo lança guia de ONGs para PNE

Neste Guia de ONGs da cidade de São Paulo, criado pelo Instituto Mara Gabrilli em parceria com o Governo de São Paulo, por meio da SABESP, você encontrará, de forma simples e objetiva, uma lista de organizações que atendem pessoas com deficiência em todas as regiões da cidade. Com informação, orientação e encaminhamento, em diferentes áreas de serviço: saúde, educação, cultura, lazer, assistência social, entre outros. Veja:http://tinyurl.com/kgqxx5n