quinta-feira, 4 de junho de 2015

Autista memoriza e desenha NY depois de 20 minutos de voo pela cidade

Stephen Wiltshire é um artista com um dom absolutamente extraordinário: ele consegue memorizar várias cenas em poucos minutos, e depois reproduzi-las com um número absurdo de detalhes em forma de desenhos.
Stephen Wiltshire desenhando a cidade de Nova Iorque. Foto: Barcroft Media
Stephen Wiltshire desenhando a cidade de Nova Iorque. Foto: Barcroft Media
Em 2009, Stephen foi convidado pela UBS para fazer um desenho da cidade de Nova York. Para ajudar na visualização, eles sobrevoaram toda a cidade de helicóptero por 20 minutos, o suficiente para  gravar todos os detalhes.
Popularmente conhecida como memória fotográfica, a memória eidética é um talento excepcional que Steven começou a desenvolver lá pelos 7 anos, pois não falava e não se relacionava com ninguém por conta do autismo, e o desenho se transformou na melhor forma de se expressar.
Esse talento extraordinário já lhe rendeu vários prêmios e reconhecimento internacional, que ganhou mais notoriedade com o painel que ele fez da cidade de Nova York, e ficou conhecido como “The Human Camera”. Veja o vídeo desse incrível feito:

5 histórias inspiradoras de pessoas com Síndrome de Down

Eles são determinados, persistentes, carinhosos e muito competentes! E por trás de toda essa luta e garra, há com certeza uma mãe ou uma família amorosa e incentivadora. Veja 5 histórias inspiradoras de pessoas com Síndrome de Down.
1- Débora Araújo Seabra de Moura, 33 anos, professora
Débora, primeira professora com síndrome de down (Foto: arquivo pessoal)
Débora, primeira professora com síndrome de down (Foto: arquivo pessoal)
Moradora de Natal (RN), ela estudou exclusivamente na rede regular de ensino, e foi a primeira pessoa com síndrome de Down a se formar no magistério, em nívelmédio, no Brasil, em 2005. Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de Natal, a Escola Doméstica.
A professora diz que foi muito bem recebida pelos funcionários, professores ealunos da escola que de vez em quando a questionam sobre as diferenças. “Às vezes as crianças me perguntam: ‘Tia por que você fala assim?’. Aí eu respondo: ‘Minha fala é essa, cada um fala de um jeito, de forma diferente’. Aproveito e explico que tenho síndrome Down e eles entendem.”
Em 2013, Débora lançou um um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo.
2- Ariel Goldenberg, ator
Ariel Goldenberg (Foto: Amana Salles/Fotoarena)
Ariel Goldenberg (Foto: Amana Salles/Fotoarena)
Protagonista do filme “Colegas”, premiado como Melhor Filme no Festival de Gramado, do diretor Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define como um “guerreiro”. Guerreiro down, diga-se. Down de síndrome de Down mesmo.
Ariel é casado com Rita Pokk, 32 anos, síndrome de down, atriz com quem contracena em “Colegas”.
O sonho dele é se firmar na carreira de ator (pensa em atuar em uma novela) e estudar para se tornar diretor também.
3- Claudio Arruda, cavaleiro e instrutor de pônei
Claudio Arruda
Através de sua paixão por cavalos, o jovem Claudio Aleoni Arruda, foi capaz de enfrentar grandes desafios e demonstrar que superar limitações é apenas uma questão de força de vontade.
Arruda resolveu ir atrás do sonho de trabalhar com cavalos, se tornando assistente de instrutor no Pônei Clube do Brasil.O Pônei Clube não me contratou por lei de cotas e sim, pelas minhas qualidades, meus méritos e por tudo o que eu sei fazer com os cavalos, inclusive saltar”, se orgulha o cavaleiro.
As pessoas com Síndrome de Down, o cavaleiro deixa um conselho: “Sigam meu exemplo. Tenham garra, muita fé e determinação e acreditem sempre”.
4- Pablo Pineda, 40 anos, ator e pedagogo
Pablo Pineda
Pablo Pineda tornou-se uma celebridade na Espanha. Não só por ser a primeira pessoa com síndrome de Down que obteve um diploma universitário na Europa, mas também por atuar como protagonista do filme “Yo, También”, de 2009, que narra a história de um agente social que se apaixona por uma colega de trabalho.
Pineda tem licenciatura em Pedagogia. E é um dos rostos mais conhecidos, na Espanha, de uma geração de jovens com síndrome de Down  que vem rompendo limitações pessoais, profissionais e acadêmicas.
Segundo ele, não existem pessoas não-capacitadas, mas sim pessoas com “capacidades distintas”. Para ele, a sociedade deve evoluir a um estágio de maior pluralidade, em que os portadores de síndrome de Down não sejam tratados como crianças e possam desenvolver suas capacidades e independência desde cedo.
5- Angela Bachiller, 30 anos, vereadora na Espanha
Àngela (Imagem: Eduardo Margareto)
Àngela (Imagem: Eduardo Margareto)
Ángela Bachiller tornou-se a primeira vereadora com síndrome de Down a tomar posse na câmara municipal da cidade de Valladolid, na Espanha.
Sua família “lutou desde o minuto em que nasceu”, disse à imprensa a mãe da nova vereadora. Isabel Guerra, enfermeira de profissão, se mostrou orgulhosa da filha, por sua “coragem” e por “não jogar a toalha”, embora reconheça que nunca tenha imaginado que pudesse chegar a ser vereadora. A receita para alcançar essa posição na vida foi “muito amor, muita disciplina, muito trabalho e uma vida normal em tudo”, disse a mãe de Bachiller. E o conselho materno é para que Ángela aprenda e desfrute desta experiência como vereadora para que o passo dado “deixe de ser visto como extraordinário e passe a ser normal”.

Garota com Síndrome de Down inspira internet com sonho de se tornar modelo

Madeline StuartCom apenas 18 anos, Madeline Stuart já exibe uma história incrivelmente inspiradora. Nascida em Brisbane, em Australia, ela quer mudar a maneira como a sociedade entende o termo “beleza”: porque sim, ela tem Síndrome de Down. E sim, quer ser uma modelo — e por que não?
Em uma constante batalha com seu peso desde pequena, Madeline perdeu recentemente 18 quilos graças a atividades como dança e natação. De acordo com a mãe da garota, Rosanne, sua mudança de estilo de vida lhe deu energia e confiança. Madeline, segundo ela, quer usar essa nova atitude para persistir no seu sonho de ser modelo — e então usar a carreira no mundo da moda como ferramenta de conscientização.
Madeline Stuart
Madeline Stuart
“Modelar ajudará a mudar a forma como a sociedade vê as pessoas com Síndrome de Down. Exposição irá ajudar a criar aceitação“, a garota escreveu em sua página no Facebook. “É tempo de entenderem que pessoas com Síndrome de Down podem ser sexys, bonitas e deveriam ser celebradas“, a mãe de Madeline contou ao Buzzfeed.
“Os médicos me disseram que ela não conquistaria nada“, Rosanne desabafou. “Mas as coisas estão mudando todos os dias e as pessoas aceitam o que eles ainda não entendem“, ela acrescenta. “As pessoas precisam ver como ela brilha, como a sua personalidade simplesmente se destaca. Pessoas com Síndrome de Down podem fazer qualquer coisa. Eles só precisam de seu próprio espaço“.
Madeline Stuart
Madeline Stuart
Madeline Stuart
Madeline Stuart
Madeline Stuart
Madeline Stuart
Dê sua opinião: O que você achou da iniciativa de Madeline e de sua mãe?

Marcos Mion reclama de atendimento de companhia aérea a seu filho autista

‘Acabei de ter que discutir com seu funcionário no Santos Dumont para exigir os direitos do meu filho’, reclamou o apresentador, citando empresa no Twitter.
Marcos Mion abraçado com Romeo ao lado da mulher, Suzana, e dos outros dois filhos (Foto: Manuela Scarpa/PhotoRio News)
Marcos Mion abraçado com Romeo ao lado da mulher,
Suzana, e dos outros dois filhos (Foto: Manuela
Scarpa/PhotoRio News)
Marcos Mion usou o Twitter para reclamar do atendimento da companhia aérea TAM a seu filho autista, Romeo, no aeroporto Santos Dumont, no Rio, na manhã desta segunda-feira, 1º.
O apresentador, que veio à cidade para participar de um evento de fisiculturismo neste fim de semana, alegou que não pode embarcar com prioridade mesmo estando com o menino, que tem necessidades especiais.
“@TAMAirlines, acabei de ter que discutir com seu funcionário no Santos Dumont para exigir os direitos do meu filho autista. ‘Eu respeito a fila’, falou ele quando eu disse que ele tinha que respeitar meu filho autista. Esse é o treinamento dos seus funcionários? Isso me faz lembrar das milhares de famílias com crianças especiais que não têm conhecimento para exigir seus direitos. Triste”, reclamou Mion, citando o nome da empresa.
Nos próprios comentários, pouco depois do segundo post feito pelo apresentador – às 9h50 -, a companhia se manifestou, mas não obteve resposta dele: “Oi Marcos, primeiramente pedimos desculpas pelos inconvenientes causados em sua viagem. Você conseguiu ser atendido?”. Ao EGO, por volta das 11h, a assessoria deu a seguinte declaração: “A TAM lamenta a situação e informa que está apurando o ocorrido”.
Além da empresa, vários seguidores de Mion fizeram comentários indignados. “Falta de respeito e de profissionalismo”, “Absurdo e lamentável” e “Essa pegou bem mal” foram alguns deles.
Marcos Mion reclama de companhia aérea no Twitter (Foto: Reprodução)
Marcos Mion reclama de companhia aérea no Twitter (Foto: Reprodução)
TAM em resposta ao apresentador Marcos Mion no Twitter (Foto: Reprodução)
TAM em resposta ao apresentador Marcos Mion no Twitter (Foto: Reprodução)

CDH aprova Estatuto da Pessoa com Deficiência, que agora vai a Plenário

Paulo Paim e Romário.
Projeto que tramita desde 2006 no congresso, somente agora foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. (Comentário do blog Deficiente Ciente)
O projeto teve como relator na comissão o senador Romário (PSB-RJ)
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou o projeto de autoria do presidente do colegiado, Paulo Paim (PT-RS), que cria a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Como a proposta já passou pela Câmara, agora falta apenas a votação pelo Plenário, prevista para a próxima quarta-feira, antes de a proposição seguir para sanção presidencial.
Conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência, o projeto teve como relator na comissão o senador Romário (PSB-RJ). Romário é pai de uma garota com síndrome de Down, Ivy, fato que ele diz ter sido a sua maior motivação para entrar na política. Bastante emocionado, ele assim resumiu o significado da aprovação do projeto:
“Quis fazer algo concreto para essas pessoas. Por isso, acho que hoje faço o maior gol da minha vida, um golaço”, disse, sempre referindo-se à filha caçula, hoje com 10 anos, com expressões como “um presente de Deus” ou “minha princesinha”.
Romário elogiou o autor da proposta, senador Paulo Paim, a quem chamou de “meu ídolo na política”. E destacou que, segundo o mais recente Censo do IBGE (2010), quase 24% da população brasileira sofre de algum tipo de deficiência, seja ela física ou mental.
“São quase 47 milhões de pessoas que aguardam ansiosamente a aprovação deste Estatuto. Ele vai ter um efeito prático na vida destas milhões de pessoas”, afirmou o senador pelo Rio de Janeiro, para quem o estatuto marcará uma “nova era”.
Paulo Paim informou que a votação em Plenário na próxima quarta-feira é o objetivo declarado do presidente do Senado, Renan Calheiros.
Inclusão social
A proposta prevê uma série de garantias e direitos às pessoas deficientes.
Pelo texto, fica classificada como “pessoa com deficiência” aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que podem obstruir a sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
A tônica do projeto, com mais de 100 artigos, é a previsão do direito de as pessoas com deficiência serem incluídas na vida social nas mais diversas esferas por meio de garantias básicas de acesso, a serem concretizadas por meio de políticas públicas ou de iniciativas a cargo das empresas.
Um dos pontos é o direito ao auxílio-inclusão para a pessoa com deficiência moderada ou grave. Terá direito ao auxílio quem já recebe o benefício de prestação continuada previsto no Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que venha a exercer atividade remunerada que a enquadre como segurado obrigatório da Previdência Social.
O FGTS também poderá ser utilizado na aquisição de órteses e próteses.
O texto aprovado proíbe expressamente instituições de ensino privadas de cobrarem mais de alunos deficientes, além de as obrigarem a reservar no mínimo 10% das vagas nos processos seletivos de ensino superior e de formação técnica.
Na área da saúde, proíbe os planos de praticarem qualquer tipo de discriminação à pessoa em razão de sua deficiência.
Os teatros, cinemas, auditórios e estádios passam a ser obrigados a reservar espaços e assentos adaptados. Na área do turismo, os hotéis também deverão oferecer uma cota de 10% de dormitórios acessíveis.
Garante-se, finalmente, o recebimento, mediante solicitação, de boletos, contas, extratos e cobranças em formato acessível.
Cotas
O texto aprovado estabelece que empresas com 50 a 99 empregados terão de reservar pelo menos uma vaga para pessoas deficientes ou reabilitadas. Atualmente, as cotas devem ser aplicadas pelas empresas com mais de 100 empregados. Os percentuais continuarão variando entre 2% e 5% do total das vagas. As empresas terão três anos para se adaptarem.
Para estimular a contratação de deficientes, a proposta muda a Lei de Licitações (8.666/1993) de maneira a permitir o uso de margens de preferência para as empresas que comprovem o cumprimento da reserva de vagas.
O projeto determina ainda que somente a contratação direta será levada em conta, excluído o aprendiz com deficiência de que trata a Lei da Aprendizagem.
Cadastro
O texto também cria o Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência com a finalidade de coletar e processar informações destinadas à formulação, gestão, monitoramento e avaliação das políticas públicas para as pessoas com deficiência e para a realização de estudos e pesquisas.
Prioridades
Várias prioridades passam a ser garantidas às pessoas com deficiência, como na tramitação processual, recebimento de precatórios, restituição do Imposto deRenda, além de serviços de proteção e socorro.
O texto estabelece as seguintes cotas mínimas para deficientes:
  • 3% de unidades habitacionais em programas públicos ou subsidiados com recursos públicos
  • 2% das vagas em estacionamentos
  • 10% dos carros das frotas de táxi
  • 10% das outorgas de táxi
  • 5% dos carros de autoescolas e de locadoras de automóveis deverão estar adaptados para motoristas com deficiência
  • 10% dos computadores de lan houses deverão ter recursos de acessibilidade para pessoa com deficiência visual