terça-feira, 6 de março de 2018

Primeiro parque aquático do Mundo para pessoas com deficiência abre finalmente

O Verão está “à porta” – pelo menos para Portugal – e com ele começa a surgir a vontade de mandar uns bons mergulhos numa piscina para nos refrescarmos, por isso é normal que as pessoas procurem os parques aquáticos não só para se aliviarem do calor que se faz sentir, como também para se divertirem um pouco.
Infelizmente, as pessoas com deficiências acabam sempre por ficarem excluídas destas actividades devido à falta de condições que estes sítios costumam apresentar relativamente às suas necessidades, não só de mobilidade, como de conforto.
Foi a pensar nisso que foi criado o primeiro parque aquático projectado especificamente para pessoas com deficiência – Morgan’s Inspiration Island (“Ilha Inspiração de Morgan”) – em San Antonio, Texas – onde é possível proporcionar uma experiência segura, confortável e divertida a pessoas que precisam de cuidados extra.
Com cadeiras de rodas PneuChairs, à prova d’água e impermeáveis ​​disponíveis para as famílias poderem alugar gratuitamente, este é um local acessível para cadeiras de rodas e onde crianças com “necessidades especiais” podem entrar gratuitamente.
Gordon Hartman, o seu fundador, disse numa entrevista: “(Não) é um parque de necessidades especiais; É um parque de inclusão”.
Vê só algumas das fotos tiradas neste parque aquático que faz as delicias de tantas pessoas 🙂

Os ‘sete pecados capitais’ que cometemos contra a infância

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A sociedade brasileira priva as crianças de direitos que são essenciais para o desenvolvimento na infância
“O verdadeiro caráter de uma sociedade é revelado pela forma como ela trata suas crianças”. A frase de Nelson Mandela foi escolhida pelo pediatra Daniel Becker, especialista em homeopatia e mestre em saúde pública na área de promoção da saúde, para falar sobre algumas injustiças que nós, enquanto sociedade, estamos cometemos contra as crianças mesmo sem perceber.
O pediatra brasileiro, que participou da organização Médicos Sem Fronteiras em campos de refugiados na Ásia e esteve a trabalho em mais de 23 países, resumiu em 22 minutos de palestra (TEDx Laçador, em Porto Alegre) o que tem acontecido cada vez mais entre as crianças do nosso país: o descaso com a infância, a terceirização da criação das crianças e os maus hábitos de consumo que prejudicam a saúde física e emocional dos nossos filhos.
Dr. Daniel Becker enumerou uma lista de sete pecados capitais que cometemos contra a infância:

1) Privação do nascimento natural e do aleitamento materno

De acordo com o pediatra, a cesárea é um avanço da medicina ginecológica e salva vida da mãe e do bebê em muitos casos. No entanto, no Brasil o número de cesáreas ultrapassa muito o recomendado pelas organizações mundiais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). “92% dos partos no Rio de Janeiro são cesáreas”, diz Daniel. Alguns estudos já provam que crianças nascidas de cesárea têm mais chances de serem prematuras e de terem problemas respiratórios ou alérgicos.
O mesmo acontece com a questão da amamentação. Muitas mulheres querem amamentar seus filhos até os seis meses, o mínimo recomendado pela OMS, mas não conseguem seja porque precisam voltar logo para o trabalho ou porque começam a dar fórmulas prontas para as crianças muito cedo, alega o pediatra. Acontece que a amamentação faz bem tanto para a mãe quanto para os filhos, previne doenças, fortalece a imunidade e ainda cria um laço entre mãe e filho que vai durar para sempre.

2) Terceirização da Infância

Muitas vezes, por causa da correria do dia a dia, as crianças passam mais tempo em creches ou com as babás do que com os próprios pais e irmãos. Claro, muitos de nós precisamos voltar a trabalhar, mas tirar algumas horas do dia para ficar com nossos filhos é fundamental. “O convívio é aquilo que nos dá a intimidade, a capacidade de estar junto, o amor, a sensação de conhecer alguém e estamos perdendo isso por causa da terceirização da infância”, explica Daniel Becker.

3) Intoxicação da infância

Por causa da correria do dia a dia, a gente acaba deixando de lado a comida feita em casa, feita com amor e bem temperada e optando pelos pratos prontos, congelados, que só precisam ser aquecidos no microondas. Na hora da emergência, não tem problema nenhum. Isso começa a ser um problema quando as comidas congeladas deixam de fazer parte da exceção e se tornam um hábito. São alimentos ricos em gordura, sal e açúcar. Por isso, Daniel declara: “Obesidade e diabetes estão explodindo na infância”. Além disso, muitas vezes mesmo os alimentos que achamos que são naturais podem estar cheios de agrotóxicos, já que no Brasil não existe uma preocupação tão grande com esse problema. “Nós somos os campeões mundiais em consumo de agrotóxicos”.

4) Confinamento e distração permanente

As crianças de hoje passam até oito horas por dia em tablets, celulares, televisões e computadores. São oito horas conectadas com aparelhos eletrônicos que impede que elas tenham um momento de tédio para criarem e soltarem a imaginação. “O tédio e o vazio são berço daquilo que é mais importante para nós, a criatividade e imaginação. Nós estamos amputando isso dos nossos filhos”.
E o mais preocupante é que esse exagero de tecnologia é muitas vezes incentivado por nós, mesmo sem a gente perceber. Claro, nada impede que seu filho brinque de vez em quando com alguns jogos eletrônicos, o problema é deixar as crianças o tempo todo vidradas em uma tela pequena enquanto poderiam estar lá fora brincando. “Ganha muitos presentes quando o que a criança precisa é presença”.

5) Mercantilização da infância e Consumismo infantil

Estar sempre na frente da televisão acaba expondo as crianças a todo tipo de publicidade que incentivam o consumismo. De acordo com Daniel Becker, essa publicidade se aproveita do que há de mais vulnerável nas crianças: “Essa publicidade é covarde, explora a incapacidade da criança de distinguir fantasia de realidade, explora o amor dela por personagens e instiga nela valores como consumismo obsessivo, hipervalorização da aparência e a futilidade”.
6) Adultização e erotização precoce
Muitas propagandas usam as crianças de forma erotizada para vender diversos produtos, de acordo com o pediatra. Essa erotização é baseada no machismo, na objetificação das meninas e das mulheres e na valorização excessiva da aparência. Crianças que são objetificadas desde cedo têm grande chance de ter contato com o sexo mais cedo do que é ideal, antes mesmo da maturidade sexual física.

7) Superproteção da infância

Muitos de nós, pais, para compensar a ausência por causa do trabalho de horas a fio, tentamos agradar nossos filhos de todas as formas e acabamos perdendo a autoridade sobre eles. Acontece que as crianças precisam de um adulto que as guiem, que as ensinem o que é certo, o que é errado e o que elas precisam fazer. “A gente sabe que a importância dos limites do não são formas fundamentais de amor. A gente precisa dar limites para os nossos filhos, mas a gente tá perdendo essa capacidade”, conclui Daniel Becker.
Além disso, muitas crianças hoje em dia tomam remédios fortíssimos contra doenças como hiperatividade, TDAH, transtornos diversos e outros quadros clínicos que muitas vezes nem existem. “O que vemos não é uma epidemia de doenças, é um massacre contra a infância”, afirma o especialista.

Tem solução?

É claro que sim! As crianças só precisam de dois fatores fundamentais para crescerem felizes e saudáveis, todo o resto, de acordo com Daniel Becker, deriva deles: tempo e espaço. O tempo, que hoje em dia é nosso bem mais precioso, deve ser dedicado aos nossos filhos. Isso implica em passar uma ou duas horas por dia com a criança, para ouvi-la, brincar com ela, estabelecer um laço e se emocionar com cada conquista dela.
O espaço tem a ver com qualidade de vida: imagine um lugar no qual você gostaria de morar para criar seus filhos. Com certeza esse lugar tem praças, muitas árvores, ar puro e espaço de sobra para as crianças correrem e brincarem. Isso porque a natureza é muito importante para as pessoas, principalmente para as crianças. Um lugar saudável para as famílias é um espaço onde a saúde e a sustentabilidade caminhem de mãos dadas.

5 aplicativos para crianças com autismo



As telas e aplicativos que tanto entretém os adultos também geram encanto nas crianças, que muitas vezes manejam os dispositivos melhor do que gente grande. Com os pequeninos no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) não é diferente e o fascínio, em alguns casos pode ser ainda maior. No caso das crianças no espectro, o que muda é a evolução e o aprendizado que cada dispositivo pode proporcionar. Neste artigo separamos cinco ferramentas que podem facilitar e estimular as habilidades de comunicação e interação dos autistas, reduzindo também o estresse causado pela dificuldade de se fazer entender e pelas eventuais mudanças na rotina. Confira abaixo!

Minha Rotina Especial

Minha Rotina Especial é um aplicativo cuidadosamente planejado para estimular o desenvolvimento integrando informações diárias que deixam a rotina mais clara e organizada para as crianças, diminuindo assim sua ansiedade caso surja uma atividade diferente, por exemplo. A ferramenta permite criar um planejamento detalhado e um passo a passo de toda e qualquer tarefa do dia.

Story Creator

Story Creator é uma ferramenta de comunicação para crianças contarem suas vivências através de desenhos, fotografias, vídeos, textos e áudios. As coleções formadas podem ser compartilhadas com os demais usuários do aplicativo ou até mesmo por e-mails e outros apps, facilitando a comunicação entre os autistas e seus pais, familiares, amigos e professores.

Livox

Livox não é apenas uma indicação nossa — ele é vencedor do prêmio da ONU de melhor aplicativo de inclusão. A ferramenta brasileira traduz para comando de voz os símbolos que aparecem na tela e são tocados pelo usuário. Ele é benéfico para pessoas com dificuldades tanto de comunicação quanto motoras. Adaptado para mais de 25 línguas, o app já conta com repertório superior a 12 mil imagens.

Tobii

Tobii também é um aplicativo que ajuda as pessoas com TEA através de figuras. Com um vocabulário assistivo e alternativo, ele transforma símbolos em falas com clareza. Fácil de usar, é um ótimo recurso de linguagem para quem tem pouca ou nenhuma capacidade verbal e alfabetização. Na prática, ele possibilita à criança construir frases específicas e informar suas necessidades de ir ao banheiro, dores, fome, preferências por lugares ou atividades específicas, etc.

Tippy Talk

Tippy Talk é um aplicativo de mensagens instantâneas. Através dele a criança pode montar frases com símbolos, que serão convertidos em texto no dispositivo da pessoa com quem ela deseja se comunicar. Isso facilita a vida da pessoa autista, que consegue se expressar de forma mais fácil e de sua família e amigos, que vão entender com mais clareza os seus desejos e necessidades.
Você conhece ou usa algum desses aplicativos? Tem outros para indicar que não foram mencionados aqui? Deixe seu comentário!

Apple faz 1ª sessão para autistas no Brasil


Apple Brasil realizou a primeira sessão especialmente dedicada a crianças com autismo no país. O evento foi no último domingo, 12 de novembro de 2017, na loja da empresa em São Paulo.
A sessão, que foi de desenho e pintura em iPads Pro, teve a participação do grupo de funcionários voluntários da empresa, os “volunteer champions“. As crianças soltaram sua criatividade usando a Apple Pencil (o lápis bluetooth da marca para interagir com o iPad Pro) e fizeram vários desenhos com os mais diversos temas nas telas dos iPads.
Este foi o primeiro evento da Apple voltado a pessoas com autismo no Brasil. A inspiração veio do Reino Unido, de uma loja da Apple no Oeste de Londres que, alguns meses atrás, atendeu ao pedido de uma mãe e fez uma sessão exclusiva para autistas. Os voluntários da Apple Brasil souberam de tal iniciativa e resolveram fazer a mesma ação inclusiva por aqui.

O instrutor da sessão foi o criativo Gabriel Basilio, que teve muita paciência e carinho com as crianças durante todo o evento. A médica Iara Brandão, neurologista infantil e genetisista da startup Tismoo, também participou como voluntária para dar um apoio profissional ao evento.
Eu, que participei do evento com meus dois filhos, agradeço e parabenizo ,em nome de todos os pais, por essa iniciativa da empresa. Participaram da sessão crianças de 8 a 14 anos com autismo de alto funcionamento e seus irmãos, participantes do grupo de apoio a pais de autistas aMAIS SP.

A Apple pretende fazer mais sessões para autistas, como esta, futuramente no Brasil — e assim abranger mais níveis do espectro do autismo a serem incluídos.

Professora cria site para contar histórias infantis em Libras

A internet é uma ferramenta importante para democratizar o acesso a conteúdos e, além disso, é um espaço que reúne diferentes assuntos e interesses.
Crianças com acesso à internet têm a possibilidade de escolher seus canais de preferência, mas ainda existem algumas exclusões. Deficientes auditivos ainda encontram barreiras, já que a linguagem em libras nem sempre é aplicada.
Pensando nisso, Carolina Hessel, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das responsáveis pela disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Faculdade de Educação,  criou o projeto Mãos Aventureiras. É um site e canal no Youtube onde ela conta histórias de literatura infantil em Libras.
Com atualização semanal, o desejo da professora é atingir escolas para surdos e também as que não são específicas.
"A internet é uma maneira barata e fácil de dar acesso para todos. Quero preencher esta lacuna para as crianças surdas e também enriquecer o acervo de histórias sinalizadas na internet”, explicou.
Segundo Carolina,  no Brasil não há outro site que apresente literatura infantil variada em Libras. Outros sites, que são poucos, mostram apenas contos clássicos como Contos de Fadas, dos irmãos Grimm.
“Minha inspiração veio porque sempre gostei contar histórias em Libras com livros, desde que trabalhava nas escolas de surdos. Também quero dar acesso à literatura infantil mais diversa e de qualidade para este público”.
Cada história é escolhida de acordo com a época. Entre a lista de livros que já foram utilizados estão Adelia, de Jean-Claude Alphen (Prêmio Jabuti), Carona na Vassoura, de Julia Donaldson e Axel Scheffler, O presente do Saci, de Lalau & Laurabeatriz.
"Também conto histórias clássicas como “O sanduíche da Maricota”, de Avelino Guedes muito trabalhado na Educação Infantil”, revela.
Veja abaixo uma delas.